A abertura de um inquérito pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para investigar o financiamento ao filme “Dark Horse” deixou o PL (Partido Liberal) preocupado para a campanha eleitoral. Ainda que negue qualquer ilegalidade, a legenda já vê dificuldades em estabelecer alianças com o Centrão para o pleito. Enquanto isso, o PT (Partido dos Trabalhadores) foi para o ataque e passou a explorar a ligação do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o Banco Master.
A equipe de Flávio nega qualquer irregularidade nessa relação. O coordenador da campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), disse à CNN que a abertura do inquérito reforçará essa tese.
Ainda assim, uma ala interna da campanha vê a declaração de inocência com desconfiança. Pessoas ligadas ao PL entendem que, depois do vazamento dos áudios entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, a imagem do senador sofreu um desgaste que custará muito a ser revertido. Exemplo disso é a relação com o Centrão.
A CNN mostrou que o PL tinha conversas com Republicanos e Podemos, enquanto União Brasil e PP (Progressistas) declararam neutralidade na disputa eleitoral. Essa configuração torna quase “impossível” que Flávio Bolsonaro consiga fechar qualquer tipo de aliança com outros partidos do Centrão.
A aliados, Flávio negou que novas informações possam surgir sobre o caso. Mas a abertura de uma investigação no STF ligou um sinal de alerta para a base bolsonarista. O senador não comentou ainda sobre a movimentação do Supremo, mas fez questão de minimizar a relação com Vorcaro, que chamou de “conversas privadas”.
O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a PF (Polícia Federal) a investigar os repasses ao filme inspirado na trajetória política de Jair Bolsonaro (PL).
Isso colocou o PT na ofensiva. O partido já tinha redirecionado as redes com reportagens para atacar o congressista. Nesta quinta-feira (23), a sigla publicou uma foto de Flávio acompanhada da frase: “Estamos há 65 dias esperando explicações de Flávio Bolsonaro sobre dinheiro recebido do Master”.
A PF vai apurar os repasses feitos por Vorcaro para a obra a pedido do senador Flávio e saber se todo o montante foi para onde as notas fiscais apontam. A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou a favor das investigações.
Vorcaro pagou aproximadamente R$ 61 milhões para financiar o filme após pedido do pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. O intermédio foi feito pelo publicitário Thiago Miranda.
Diálogos divulgados pelo site Intercept Brasil mostram Flávio Bolsonaro e Vorcaro falando sobre o filme. Uma das conversas aconteceu em 16 de novembro de 2025, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez no âmbito da Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação do Banco Master.
Em outro áudio de 8 de setembro do ano passado, Flávio teria dito a Vorcaro que havia preocupação com atraso nos pagamentos da produção.
Em nota publicada quando o diálogo foi divulgado, Flávio Bolsonaro disse que a conversa se tratou de um “filho procurando patrocínio”.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por lorenzosantiago.
Conteúdo Original / Fonte: lorenzosantiago
Redação ContilNet




