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e você convive com o medo de incomodar os outros, talvez entenda a Jenna Ortega. A atriz contou recentemente à revista americana Esquire que, quando era criança, passava dias inteiros sem pedir comida ou água no set para garantir que não estivesse “atrapalhando ninguém”.
“Eu realmente tinha tudo para dar certo quando criança, porque não consigo me lembrar de um único erro que cometi”, afirmou Ortega. “É horrível dizer isso? Sinto que cometo erros o tempo todo agora, mas quando criança, eu era tão grata e tão empolgada por estar lá que estava sempre concentrada”, completou.
Para não incomodar ou atrapalhar , ela “não pedia nem um gole d’água”. Agora, mais velha, ela reconhece que isso fez com que ela negligenciasse seu próprio bem-estar. “Talvez esse tenha sido o meu erro, não cuidar de mim mesma”, refletiu.
O problema do ‘people pleaser’
A necessidade de agradar os outros e se comportar da melhor forma possível, sem causar atrito, pode até passar uma boa impressão, mas também causa grande sofrimento quando domina a pessoa e a transforma em uma people pleaser. O termo, que em português representa esse comportamento de sempre tentar agradar, pode ser considerado patológico dependendo de quanto afeta a pessoa.
Pessoas people pleaser costumam ter sido crianças classificadas como as ‘boazinhas’, ‘caladas’ e que ‘não davam trabalho’. Em entrevista à CAPRICHO, a psicóloga especialista em adolescentes Luciana Garcia explica que o amor recebido pela criança era condicionado a esse bom comportamento. Ou seja, a criança cresce entendendo que: se me comportar bem, sou aceita e amada. Se não, sou rejeitada. O grande problema é que a pessoa entende que seu próprio valor é medido e avaliado pelo outro, que tem o poder de acolher ou excluir, bem como o de confirmar sua importância como indivíduo ou não.
+ Leia aqui o texto completo “11 sinais de que você é ‘people pleaser’ e o que isso significa”.




