Passageiro conta o que realmente aconteceu em voo que foi cancelado após criança se recusar a usar cinto

O cancelamento gerou descontentamento entre os tripulantes. (Foto: Unsplash)

Um voo da Porter Airlines acabou cancelado no Canadá após uma criança não permanecer sentada e presa pelo cinto de segurança antes da decolagem. O episódio aconteceu em 6 de agosto, em uma aeronave que partiria de Victoria, na Colúmbia Britânica, com destino a Toronto, e ganhou repercussão depois que passageiros precisaram deixar o avião.

A tripulação percebeu a situação quando a aeronave já se preparava para decolar. De acordo com a companhia aérea, os responsáveis pela menina e os funcionários tentaram fazer com que ela permanecesse corretamente no assento, mas não conseguiram. “As tentativas dos pais e da tripulação de resolver a situação não tiveram sucesso”, declarou a empresa.

Diante do impasse, a criança e um dos responsáveis deixaram a aeronave com seus pertences e o carrinho. O processo, no entanto, levou tempo suficiente para que o voo ultrapassasse o limite de operação do Aeroporto Internacional de Victoria, cuja pista fecha à 0h30. Por isso, os demais passageiros também tiveram que desembarcar e a viagem foi cancelada. “A aeronave não pôde decolar nessas condições inseguras, então a tripulação optou por retornar ao terminal e desembarcar os passageiros”, explicou a Porter Airlines.

O caso provocou críticas nas redes sociais, com internautas atribuindo o ocorrido ao comportamento da criança e à postura de seus pais. Um dos passageiros do voo, porém, apresentou uma percepção diferente. Aryeh Kozuch, de 26 anos, afirmou à The Canadian Press que a menina não parecia estar fazendo birra, mas demonstrava medo diante da situação.

O cancelamento gerou descontentamento entre os tripulantes. (Foto: Unsplash)

Segundo Kozuch, quando tentavam colocá-la na posição necessária para a decolagem, a criança buscava se esconder embaixo do assento à sua frente. “Essa criança estava em um avião com 150 pessoas… Ela estava obviamente apavorada, e sua reação foi tentar se esconder debaixo do assento da frente. Isso é muito diferente de uma criança correndo e gritando”, argumentou.

Apesar da defesa feita pelo passageiro, o cancelamento desagradou parte das pessoas que estavam a bordo. Os viajantes tiveram que deixar o avião e passar a noite aguardando uma nova oportunidade de seguir viagem. Kozuch conseguiu embarcar em outro voo no dia seguinte e defendeu que o episódio fosse encarado com mais empatia.

A Porter Airlines também lamentou os transtornos provocados pela situação, mas não informou se os passageiros receberiam alguma compensação financeira pelo cancelamento. “Pedimos desculpas pelo impacto que isso teve nos outros passageiros, que puderam embarcar em um voo no dia seguinte”, afirmou a companhia.


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