Os deputados de oposição Eduardo Ribeiro (Republicanos), Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Emerson Jarude (Novo) usaram a tribuna da Assembleia Legislativa do Acre nesta terça-feira, 9, para denunciar que a ponte que desabou em Sena Madureira não custou apenas R$ 36 milhões como vem sendo divulgado, mas sim R$ 45 milhões com o incremento de mais de R$ 9 milhões em aditivos. Os parlamentares cobraram que a Polícia Federal entre no caso para iniciar uma investigação.
Primeiro a tocar no assunto, Eduardo Ribeiro afirmou que o assunto do momento não poderia passar em branco na casa. “Primeira coisa que a gente tem que querer é a plena recuperação das vítimas, entre elas temos o juiz aposentado Edinaldo Muniz, que inclusive é do nosso partido Republicanos e que tá lutando pela vida. Que Deus possa estar abençoando ele e possa estar saindo quanto antes desse estado clínico dele”.
Ribeiro pontuou que o custo total da ponte foi de R$ 45 milhões, com R$ 9 milhões em aditivos. Ele parabenizou o Ministério Público e o Tribunal de Contas e posicionou que o Poder Legislativo tem a obrigação de fiscalizar. “É importante lembrar que a mesma empresa fez várias pontes no Acre e espero que ela seja responsabilizada”, frisou.
Já o deputado Edvaldo lembrou, sem citar nome, que o Deracre na época da contratação da empresa, era presidido por servidor que foi afastado do cargo após desdobramentos da Operação Ptolomeu, da Polícia Federal. Ele levantou as suspeitas de que o projeto inicial foi alterado.
Magalhães enfalteceu ainda que o ex-governador Jorge Viana vai conseguir trazer o Ministro dos Transportes, George Santoro no próximo dia 15. “No final de contas, o governo Lula é quem vai fazer essa ponte e depois que a Polícia Federal chegue a quem deve chegar”, frisou o parlamentar, lembrando que a obra contou com recursos federais e que a PF deveria entrar no caso.
Emerson Jarude comparou a ponte e os valores pagos com outras obras fora do Estado. Ele mostrou um slide com pontes mais estruturadas e mais baratas e que nao correm risco de colapso.
O deputado e líder do governo Manoel Moraes (PP) entende a gravidade do assunto, mas que não dá para se comparar uma obra no Acre e em outros Estados. “Aqui o material é diferente, tudo aqui é mais caro. Não se pode ser desonesto a esse ponto. O governo está fazendo a sua parte e os responsáveis serão acionados”, frisou.
A deputada Michelle Melo (UB) enalteceu o trabalho da governadora Mailza Assis, que decretou a abertura de procedimento administrativo para responsabilizar a empresa. “Temos uma governadora que não se furta do problema. Não importa de quem seja o erro. Ela não se furtou de instaurar todos os procedimentos necessários. Quando vi as atitudes da governadora e ela quis saber dos problemas e porque a ponte desabou, eu dei uma salva de palmas para essa mulher”, finalizou.
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Marcos Venicios



