O secretário de Estado de Governo, Luiz Calixto, reagiu com certa desconfiança à criação de uma “Comissão Externa” e suprapartidária para investigar o processo de construção da ponte Frei Paolino Baldassari, que desabou no último dia 5 de junho. No entendimento do articulador político do Governo do Acre, essa movimentação não se sustenta, diante daquilo que já foi efetivado pelo Estado.
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“Havendo culpas e culpados, o governo não vai passar a mão na cabeça de ninguém. Na Justiça, o governo está cobrando a garantia contratual de 5 anos da obra e a responsabilidade da empresa”, pontuou Calixto. “Setenta e duas horas após o desabamento, o Governo já tinha ingressado com uma ação na Justiça. Não prevaricou”.
No entanto, o secretário ressaltou que o Governo do Acre, em nenhum momento, irá colocar obstáculos à criação da comissão externa e suprapartidária. “Vamos apoiar integralmente. Não haverá proteção alguma a ninguém a não ser ao povo. Senão, não teríamos entrado na Justiça”, afirmou.
Na avaliação de Calixto, o tom que está sendo apresentado com a criação da comissão é de que o Governo é contra. “Isso é para dizer que o Governo é contra. E o Governo não é contra. Apoiamos. O que precisa ficar claro é que nós tomamos a iniciativa. Quanto tomamos iniciativa, não temos receio e queremos que o Estado do Acre seja ressarcido, como prevê o contrato”.
Entre os 24 parlamentares da Assembleia Legislativa do Acre, nove já assinaram o documento, concordando com a criação da Comissão Externa. O movimento é liderado pelo deputado de oposição Edvaldo Magalhães (PCdoB). O parlamentar comunista acenou, inclusive, que poderia aventar a possibilidade até da criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, caso o Palácio Rio Branco articulasse pela não criação da Comissão Externa.
Em relação à documentação do seguro da obra, Calixto foi irônico. “Em relação à documentação do seguro, isso é cobrado por quem não entende do processo. O seguro prevalece enquanto a obra está sendo executada”, explica. “Depois, o que se tem é o contrato que prevê a garantia daquilo que foi executado, da obra em si”.
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Itaan Arruda




