“O Acre foi riscado do mapa e agora voltou”, diz Jorge Viana ao lado de ministro dos Transportes

Foto: Sérgio Vale

Durante agenda ao lado do ministro dos Transportes no Acre, George Santoro, o ex-governador, ex-senador e pré-candidato ao Senado Jorge Viana afirmou, nesta segunda-feira (15), que continua empenhado em buscar soluções para os problemas estruturais do estado.

Ele destacou sua articulação para trazer o representante do governo federal ao Acre, tanto para acompanhar as obras na BR-364 quanto para visitar as pontes de Sena Madureira e sobre o Rio Caeté. Ao comentar sua participação na agenda, Jorge afirmou que seu compromisso com o Acre permanece mesmo fora de mandato.

“Eu acho que quem foi prefeito de uma capital de um Estado, como no caso eu fui de Rio Branco, governador duas vezes e senador, eu tenho um compromisso, uma dívida com o meu Estado de sempre procurar ajudar. Se já fiz no passado conta, mas tem que seguir ajudando no futuro”, ponderou.

Segundo ele, após o desabamento da ponte Frei Paulino Baldassari, em Sena Madureira, entrou imediatamente em contato com o ministro para solicitar uma visita ao Acre. “Quando caiu a ponte, eu liguei para o ministro. Era fim de semana. Falei: ‘Jorge, eu tenho que ir pelas duas razões que você está pondo’. Primeiro, porque nós temos os investimentos na BR, estamos juntos com o ministro Renan, por orientação do presidente Lula, e vamos anunciar e dar uma satisfação de que a BR está péssima, mas vai melhorar. E o segundo, ser solidário com a população da ponte”, observou.

Jorge destacou que, durante a visita, o ministro colocou a estrutura técnica do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) à disposição do Governo do Acre para colaborar na reconstrução da ponte.

“Hoje, com a governadora, nós fomos lá. O ministro se colocou à disposição porque o Dnit tem os maiores quadros técnicos, especialistas nessa área, e colocou sua equipe à disposição para ajudar na elaboração do projeto e oferecer uma orientação técnica adequada, porque a obra é do Governo do Estado, não do Governo Federal”, observou.

Com base na experiência que acumulou como governador, Jorge sugeriu uma solução provisória para minimizar os impactos do desabamento da ponte sobre a população.

“Eu sugeri algo, pela minha experiência de governador. Falei: ‘Governadora, chame a empresa que fez a ponte, ponha uma balsa imediatamente, faça as rampas. Dá para fazer em 15 dias e ligar novamente o povo do segundo distrito, porque Rio Branco funcionou assim durante muitos anos. No verão botava uma balsa, o pessoal passava para um lado e para o outro enquanto o Governo do Estado encontra a solução definitiva”, relembrou.

Segundo Jorge Viana, sua postura foi buscar soluções concretas para os problemas da rodovia.

“Outro dia percorri essa estrada toda. Em vez de jogar pedra nos outros, xingar e cobrar, pensei em um jeito de ajudar. Chamei o Dnit e foi montado um plano emergencial para que essa estrada, que tem cerca de 15 quilômetros de trechos praticamente intrafegáveis e mais 65 quilômetros em péssimas condições, possa estar em condições regulares entre agosto e setembro”, ressaltou.

Ele explicou que o objetivo inicial é garantir condições mínimas de tráfego enquanto as obras estruturantes são executadas.

“O ministro quer voltar em setembro e dizer que a estrada ficou regular enquanto o serviço definitivo com macadame não fica pronto. O plano do ministro, o plano do Dnit, e eu ajudei até como técnico, é fazer com que a estrada esteja regular até setembro. O ônibus não pode seguir gastando 18 horas de Cruzeiro do Sul para Rio Branco”, observou.

Jorge também afirmou que pretende continuar buscando soluções para reduzir o tempo de deslocamento na principal rodovia do estado.

“O que eu gosto é de entrar na solução do problema. Temos que reduzir esse tempo para 12 horas. Uma caminhonete não pode gastar 15 horas para ir a Cruzeiro do Sul. Tem que voltar a fazer o percurso em nove ou dez horas, como era no governo do presidente Lula e também na minha época de governador”, afirmou.

Demonstrando otimismo com o planejamento apresentado pelo Ministério dos Transportes, Jorge afirmou que o Acre vive um momento diferente por contar com projetos estruturados para as rodovias federais.

“Está tudo andando bem. Estou muito animado porque tem dinheiro. Agora, a bancada que vai definir o orçamento do ano que vem precisa fazer um pacto para colocar mais recursos para o Dnit executar o plano que foi construído. Porque antes não tinha projeto, não tinha projeto executivo, não tinha plano. Agora tem um plano, que é a redenção da BR-364 e também da BR-317”, destacou.

Ao final da entrevista, Jorge também comentou a importância da união da bancada federal para garantir recursos destinados às obras futuras, incluindo a ponte de Rodrigues Alves.

“Primeiro, o governo federal já tem o dinheiro. O problema é que a bancada precisa se unir para destinar mais recursos por meio de emendas coletivas, porque depois sempre há cortes no orçamento. Foi isso que tivemos nos últimos seis anos. Nos governos Temer e Bolsonaro, o Acre foi riscado do mapa. Agora o presidente Lula recolocou o Acre no mapa”, finalizou.

Lucas Vitor

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