Caso não atue contra a Escócia, atacante terá o menor índice de participação em partidas de Mundial entre todos os donos da camisa mais simbólica da Seleção desde 1954
A possível ausência de Neymar na partida contra a Escócia, nesta quarta-feira (24/6), pode colocar o camisa 10 da Seleção Brasileira diante de uma estatística inédita na história das Copas do Mundo. Em recuperação de uma lesão na panturrilha direita, o atacante corre o risco de encerrar mais um Mundial com o menor percentual de participação em jogos entre todos os jogadores que vestiram a camisa 10 do Brasil desde a adoção da numeração fixa, em 1954.
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Se não entrar em campo no duelo válido pela última rodada do Grupo C, Neymar terá participado de 13 dos 20 jogos disputados pela Seleção em Copas usando a camisa 10. O número representa um índice de 65% de presença, percentual inferior aos registrados por Pelé e Pinga, que aparecem empatados com 66,7%.
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Neymar Jr.Crédito: Rafael Ribeiro – CBF

Neymar voltou a treinar nos gramados / Foto: Rafael Ribeiro | CBF

Neymar desceu ao campo de treinamento e assistiu ao treino da Seleção Brasileira na sexta-feira (29/5)Foto: Rafael Ribeiro/CBF
A marca chama atenção justamente por envolver um dos símbolos mais emblemáticos da história do futebol brasileiro. Desde a Copa da Suíça, em 1954, apenas dez jogadores tiveram a responsabilidade de carregar a camisa 10 da Seleção em Mundiais.
Lesões aproximam Neymar de marca histórica
A situação atual é consequência do histórico recente do atacante em Copas do Mundo. Neymar chegou ao Mundial de 2026 já lesionado, após sofrer um problema muscular na panturrilha direita em 17 de maio, quando defendia o Santos. Sua última atuação aconteceu na derrota por 3 a 0 para o Coritiba, na Arena Corinthians.
Desde então, o trabalho tem sido focado na recuperação física. O primeiro treinamento completo ao lado dos companheiros aconteceu apenas no último domingo (21/6), aumentando a expectativa por um possível retorno ainda na fase de grupos.
Caso permaneça fora contra a Escócia, porém, o atacante ultrapassará negativamente uma marca que hoje divide com duas figuras históricas da Seleção.
Pelé e Pinga também sofreram com ausências
Até o momento, os menores percentuais de participação entre os camisas 10 pertencem a Pelé e Pinga, ambos com 66,7%.
Pelé, tricampeão mundial pelo Brasil, disputou 14 das 21 partidas da Seleção nas quatro Copas em que usou a camisa 10. Lesões sofridas nas edições de 1958, 1962 e 1966 acabaram reduzindo sua presença em campo ao longo dos torneios.
Pinga também registrou o mesmo índice. Ao lado de Pelé e Neymar, ele integra o grupo dos únicos jogadores a terem vestido a camisa 10 brasileira em quatro Copas do Mundo.
Nem todos perderam um jogo sequer
Se alguns dos maiores nomes da história conviveram com ausências, outros conseguiram um aproveitamento perfeito. Entre todos os camisas 10 brasileiros desde 1954, apenas dois jogadores participaram de absolutamente todas as partidas da Seleção em seus respectivos ciclos de Copa do Mundo.
Rivaldo esteve presente nos 14 jogos disputados pelo Brasil nos Mundiais de 1998 e 2002. Já Ronaldinho Gaúcho atuou em todas as partidas da campanha brasileira na Copa de 2006, na Alemanha. Os dois seguem como os únicos donos da camisa 10 com 100% de participação em jogos de Mundial.
Decisão pode acontecer contra a Escócia
A definição sobre a presença de Neymar diante dos escoceses ainda depende da avaliação da comissão técnica e da evolução física do jogador. O confronto será o último compromisso da Seleção na fase de grupos e pode representar não apenas o retorno do atacante aos gramados, mas também a possibilidade de evitar uma marca estatística que nenhum outro camisa 10 brasileiro registrou em mais de sete décadas de Copas do Mundo.



