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olly Parton, um dos maiores nomes da história da música country e uma verdadeira referência para diferentes gerações de artistas, morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos. A informação foi anunciada por seu sobrinho Bryan Seaver, em nome da família, por meio das redes sociais da cantora.
Dona de uma carreira que atravessou quase seis décadas, Dolly transformou sua origem humilde no Tennessee em parte de uma das trajetórias mais importantes da música norte-americana. Cantora, compositora, atriz, empresária e filantropa, ela escreveu cerca de 3 mil músicas e vendeu mais de 100 milhões de discos ao redor do mundo.
Entre suas composições mais famosas estão Jolene, Coat of Many Colors, 9 to 5 e I Will Always Love You. Esta última ganhou uma nova dimensão quando foi regravada por Whitney Houston para o filme O Guarda-Costas, em 1992 e ficou super famosa na voz dela. Jolene também foi regravada por Beyoncé, em seu álbum mais recente, Cowboy Carter, em 2024.
Dolly também virou referência por uma estética impossível de confundir: cabelos loiros volumosos, unhas longas, brilho, roupas extravagantes e muito rosa faziam parte de uma imagem que ela própria construiu e frequentemente tratava com bom humor. Mas, por trás da persona maximalista, estava uma compositora que sempre fez questão de colocar suas músicas no centro de seu legado.
A relação especial com Miley Cyrus
Para uma geração mais jovem, Dolly também ficou conhecida por sua relação com Miley Cyrus. Ela era madrinha da cantora na vida real e chegou a interpretar a “Tia Dolly” em Hannah Montana, aparecendo em diferentes episódios da série do Disney Channel.
A ligação começou por meio de Billy Ray Cyrus, pai de Miley e amigo de longa data de Dolly. Quando Miley nasceu, ele convidou a cantora para ser sua madrinha. Ao longo dos anos, a relação ganhou contornos de família e também se transformou em parceria artística. As duas dividiram palcos, especiais de televisão e gravações, e Miley falou diversas vezes sobre a influência de Dolly em sua vida e carreira.
Em 2023, por exemplo, Miley e Dolly lançaram juntas uma nova versão de Wrecking Ball, incluída no álbum Rockstar. Antes disso, as duas já haviam protagonizado momentos que ficaram marcados entre os fãs, incluindo performances de Jolene e a apresentação conjunta no especial de Ano-Novo comandado por Miley.
A admiração também era recíproca. Dolly acompanhou Miley desde a infância e sempre defendeu a liberdade artística da afilhada, inclusive durante as diferentes transformações de sua carreira. Em entrevista, chegou a brincar que ninguém dava conselhos a Miley porque as duas eram igualmente determinadas.
Um legado que vai além da música
Dolly Parton ainda construiu uma importante trajetória na filantropia. Em 1995, criou a Imagination Library, iniciativa dedicada à distribuição gratuita de livros para crianças. Ela também fez uma doação de US$ 1 milhão para pesquisas que contribuíram para o desenvolvimento de uma das vacinas contra a Covid-19.
Na música, acumulou Grammys, entrou para o Country Music Hall of Fame e, em 2022, foi incluída no Rock and Roll Hall of Fame. Também teve uma carreira de sucesso no cinema, participando de produções como Como Eliminar Seu Chefe (9 to 5) e Flores de Aço.
Dolly deixa uma obra que ultrapassou as fronteiras do country e ajudou a abrir caminhos para inúmeras mulheres na indústria musical. De Miley Cyrus às novas gerações que continuam descobrindo “Jolene” nas redes sociais, sua influência atravessou décadas sem perder o brilho.




