Meta lança Muse Code, IA que programa sozinha e desafia OpenAI

Meta lança Muse Code, IA que programa sozinha e desafia OpenAI

A Meta lançou o Muse Code, uma ferramenta de inteligência artificial desenvolvida para executar tarefas complexas de programação com maior autonomia. O produto coloca a empresa na disputa com plataformas como Claude Code, da Anthropic, Codex, da OpenAI, GitHub Copilot, da Microsoft, e Cursor.

Apresentado nesta quarta-feira (5), o Muse Code funciona diretamente pelo terminal do computador e utiliza o novo modelo Muse Spark 1.2. A ferramenta está disponível inicialmente em versão beta.

O que é o Muse Code?

O Muse Code é um agente de inteligência artificial voltado ao desenvolvimento de software. Diferentemente de ferramentas que apenas sugerem pequenos trechos de código, o sistema foi projetado para acompanhar projetos longos e executar várias etapas sem exigir comandos constantes do usuário.

A IA pode analisar uma solicitação, organizar o projeto, dividir o trabalho em tarefas menores, escrever o código e verificar os resultados.

Mark Zuckerberg afirmou que o sistema também consegue distribuir partes de uma atividade complexa entre vários “subagentes”, que trabalham simultaneamente. Segundo o executivo, essa estrutura busca aumentar a velocidade e a qualidade das respostas.

Como funciona a IA de programação da Meta?

A Meta treinou o Muse Code e o Muse Spark 1.2 em conjunto para que a ferramenta e o modelo operassem de forma integrada.

O sistema é capaz de escrever e corrigir códigos, lidar com tarefas de desenvolvimento de longa duração e verificar se o resultado produzido funciona como esperado.

O agente também mantém um registro permanente das ações realizadas. Caso ocorra uma falha ou interrupção, ele pode retomar o trabalho do ponto em que parou, sem precisar reiniciar todo o projeto.

Quanto custa usar o Muse Code?

O acesso será cobrado de acordo com o consumo, e não por uma assinatura mensal fixa.

Na modalidade padrão, o preço anunciado é de US$ 1,25 por milhão de tokens de entrada, que correspondem às informações enviadas pelo usuário, e US$ 4,25 por milhão de tokens de saída, relacionados ao conteúdo produzido pela inteligência artificial.

A estratégia de preços coloca a Meta em uma disputa direta com empresas que já oferecem ferramentas voltadas a programadores e organizações de tecnologia.

Meta tenta transformar investimentos em IA em receita

A programação tornou-se um dos segmentos mais disputados da inteligência artificial generativa. Empresas e desenvolvedores já pagam por ferramentas capazes de criar funções, localizar erros, testar sistemas e executar tarefas de engenharia de software.

A entrada da Meta nesse mercado representa uma tentativa de gerar receita direta com seus modelos de IA. Atualmente, a maior parte do faturamento da companhia, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, ainda vem da publicidade.

O lançamento ocorre em um momento de pressão para que a empresa mostre retorno sobre os investimentos bilionários realizados em infraestrutura, centros de dados, modelos avançados e contratação de especialistas.

O que é o Muse Spark 1.2?

O Muse Spark 1.2 é a nova versão do modelo de inteligência artificial da Meta usado pelo Muse Code.

A geração anterior, Muse Spark 1.1, havia sido apresentada em julho como um modelo multimodal voltado a raciocínio, uso de ferramentas, programação e execução de tarefas por agentes autônomos.

Segundo a Meta, desafios complexos gerados e avaliados durante os testes da versão anterior ajudaram a aprimorar a capacidade do Muse Spark 1.2 de seguir instruções e executar projetos extensos.

Muse Code disputa mercado com OpenAI e Anthropic

A Meta chega a um setor que já reúne produtos consolidados. A Microsoft abriu espaço para esse tipo de tecnologia com o GitHub Copilot, enquanto OpenAI e Anthropic avançaram com agentes capazes de trabalhar de forma mais independente.

Ferramentas agênticas podem receber um objetivo mais amplo e encadear diferentes ações para alcançá-lo, como consultar arquivos, alterar códigos, executar testes, identificar falhas e apresentar uma solução final.

Com o Muse Code, a Meta busca competir nesse mercado oferecendo integração com seu próprio modelo, processamento de tarefas em paralelo e cobrança proporcional ao uso.

Publicidade estará restrita a maiores de idade, e OpenAI diz que não compartilha dados pessoais com anunciantes. Executivos do mercado publicitário afirmam que ferramenta oferece forma inédita de segmentação

Folhapress | 22:11 – 05/08/2026

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