Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) subiram a estimativa de inflação para 5,33% em 2026, ou seja, acima do teto da meta. A projeção para a taxa básica de juros, a Selic, ao fim deste ano foi elevada para 14%.
A elevação na projeção da inflação foi a 15ª seguida. O movimento tem relação com os efeitos da alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.
Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), houve elevação para 1,98%. É o que mostra a nova edição do Relatório Focus, divulgada nesta segunda-feira (22/6).
- De acordo com o relatório, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, deve terminar este ano em 5,33%. Em relação ao PIB de 2026, a projeção foi variada para 1,98%.
Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3%. Como há intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,5% e 4,5%.
Inflação estoura teto da meta em 12 meses
Os preços de bens e serviços do país avançaram 0,58% em maio deste ano, com isso, o índice está em 4,72% nos últimos 12 meses. Em 2025, a inflação acumulou alta de 4,26% – valor que ultrapassou o centro da meta, mas permaneceu abaixo do teto.
PIB
Em 2025, o PIB brasileiro fechou em alta de 2,3%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Selic
A projeção da Selic para o fim deste ano foi elevada para 14% ao ano. Para 2027, a projeção foi mantida em 12%. Para 2028, o mercado manteve estimativa em 10,25% ao ano.
Em atualização.



