A disputa em torno da herança de Gal Costa chegou ao fim. Segundo Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, a casa em que a artista passou os últimos anos de sua vida, em São Paulo, foi vendida nesta semana por R$ 6,7 milhões, dando encerramento ao inventário e à longa batalha entre Gabriel Costa e Wilma Petrillo, filho e viúva da cantora.
De acordo com a jornalista, o negócio deve ser oficializado nos próximos dias. O valor do imóvel será dividido igualmente entre Gabriel e Wilma. Após a distribuição, o registro de bens de Gal será finalizado.
Além dos recursos arrecadados com a venda da casa, a coluna também informou que o filho e a viúva da cantora chegaram a um acordo para a divisão dos valores de dois veículos comercializados e de outros haveres, como objetos de arte. Os direitos sobre a obra de Gal serão exclusivos de Gabriel.
A residência está localizada no Jardim Europa, um dos bairros mais nobres da capital paulista. Com 390 m², a mansão possui 3 dormitórios, 2 vagas na garagem e jardim nos fundos. Ela também oferece arquitetura moderna e sem ornamentos. Colocada à venda em 2024 por R$ 10 milhões, a casa foi baixando de preço ao longo dos anos devido à falta de interessados.
Veja as fotos:
Disputa pela herança
A venda do imóvel encerra uma longa disputa pela herança deixada por Gal Costa. O embate judicial entre Gabriel Costa e Wilma Petrillo começou logo depois da morte da cantora, em novembro de 2022. Ela morreu aos 77 anos, em decorrência de um infarto agudo do miocárdio. A certidão de óbito, obtida pelo portal g1, também apontou como causa associada uma neoplasia maligna – um câncer – de cabeça e pescoço.
Um levantamento feito pela Folha em cartórios, em setembro de 2024, relatou que a artista deixou um espólio pequeno e dívidas, que, no processo de inventário, diminuíram o total que Gabriel e Wilma teriam acesso. O jornal também informou que a cantora e empresas ligadas a ela possuíam dívidas que somam, pelo menos, R$ 1,5 milhão. À época, Gabriel afirmou que não acompanhava a gestão do patrimônio nem as questões financeiras da mãe antes da morte dela.
Wilma era quem administrava a carreira de Gal. Em abril de 2024, Petrillo afirmou à Folha que “fez de tudo” para que a artista não falisse e atribuiu a ela um comportamento perdulário. Segundo o jornal, na data da morte de Gal, o único imóvel que ela ainda possuía era a casa que foi vendida nesta semana, em São Paulo. Petrillo era quem morava no local antes da venda.
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