Dados do Monitor do Crédito Rural do MapBiomas apontam que o Acre movimentou mais de R$ 3,09 bilhões em operações de crédito rural desde 2019. O levantamento considera financiamentos com ou sem cruzamento com áreas cadastradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
A pecuária aparece como a principal atividade beneficiada pelos recursos, concentrando praticamente todo o volume financiado no Estado, com R$ 3,09 bilhões, enquanto a agricultura recebeu R$ 303,92 milhões. O resultado reforça a predominância da criação de gado na economia rural acreana.
Entre as finalidades dos financiamentos, o custeio lidera com R$ 1,72 bilhão, seguido pelos investimentos, que somaram R$ 1,67 bilhão. O principal programa de crédito utilizado foi o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), com R$ 1,69 bilhão, seguido pelos financiamentos sem vínculo a programas específicos, que alcançaram R$ 1,48 bilhão.
No ranking das instituições financeiras que mais liberaram recursos no Acre, o Banco da Amazônia aparece na primeira posição, com R$ 1,79 bilhão em crédito concedido, seguido pelo Banco do Brasil, com R$ 1,35 bilhão. Também aparecem entre os maiores financiadores o Banco Cooperativo Sicredi, com R$ 95,9 milhões, a Cooperativa do Estado do Acre, com R$ 73,6 milhões, e a Coop Sicredi Biomas, com R$ 29,35 milhões.
A bovinocultura foi a principal modalidade financiada, com R$ 822,82 milhões, seguida pela aquisição de animais, com R$ 779,14 milhões, e aquisição e manutenção de animais, com R$ 647,77 milhões.
Entre os produtos financiados, os bovinos lideram com R$ 2,25 bilhões em recursos, muito acima dos demais itens. Na sequência aparecem estruturas e equipamentos para propriedades rurais, como terraços, porteiras, mata-burros, currais, cochos e cercas, com R$ 606,15 milhões, além de milho (R$ 83,13 milhões), soja (R$ 76,49 milhões) e galináceos (R$ 64,01 milhões).
Lucas Vitor




