Mãe denuncia professora por suposta agressão contra filho atípico no Acre

Foto: Arquivo pessoal/cedida

Uma mãe denunciou à polícia uma suposta agressão cometida por uma professora mediadora contra o próprio filho, uma criança de 7 anos em processo de investigação para Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), autismo e superdotação, em uma escola pública de Rio Branco. O caso foi registrado por meio de boletim de ocorrência no último dia 13 e agora é acompanhado pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE). A identidade mãe foi preservada a pedido dela, para que a criança não seja identificada.

Ao ac24horas, a mãe relatou que deixou o filho na escola Luísa Batista pela manhã e, por volta das 11h56, recebeu uma ligação do diretor pedindo que fosse buscá-lo. Segundo ela, ao chegar à unidade, encontrou o menino “jogado no pátio” e sem acompanhamento. “Quando eu cheguei na escola, veio uma mediadora que nem era a dele me atacando verbalmente. Depois, a professora apareceu, me entregou a bolsa dele rapidamente e saiu”, contou.

A mulher afirmou que só percebeu os ferimentos ao chegar em casa. Segundo o relato, o menino inicialmente não quis explicar o que havia acontecido, mas depois disse que teria sido machucado pela professora. “Eu tirei foto e mandei para o diretor. Ele disse que tinha sido a professora mesmo, mas que teria sido um acidente, que ela tentou tomar um apagador da mão dele”, afirmou.

Ainda conforme a mãe, a criança apresentou arranhões pelo corpo. Ela registrou boletim de ocorrência, realizou exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e pediu providências das autoridades.

A denunciante também afirmou que voltou à escola para buscar esclarecimentos e disse ter encontrado o diretor acompanhado de policiais militares. Segundo ela, a professora não foi conduzida à delegacia naquele momento. “Na delegacia, me disseram que, por ser flagrante, ela deveria ter sido apresentada para prestar esclarecimentos”, relatou.

A mãe disse ainda que o filho já vinha sendo acompanhado pelo ensino especial em outra escola onde estudava anteriormente e que a condição dele era de conhecimento da rede de ensino. Segundo ela, a mudança de unidade ocorreu após a família passar a morar em outro bairro. “Na outra escola ele já tinha mediadora e acompanhamento. Todo mundo já sabia da condição dele”, declarou.

Além da denúncia de agressão, a mulher relatou dificuldades para conseguir uma nova vaga escolar para o filho em uma unidade próxima de casa. Segundo ela, a SEE teria oferecido vagas apenas em escolas distantes da residência da família. “Eu não tenho condições de atravessar a cidade com uma criança especial. Sou desempregada, recebo Bolsa Família e parei de trabalhar para cuidar dele”, disse.

A mãe afirmou que não pretende mais deixar o filho na unidade onde ocorreu o episódio. “Eu não sinto mais segurança de deixar meu filho lá. Quero justiça e providências. Nenhuma criança merece passar por isso”, declarou.

Em nota enviada ao ac24horas, a Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre informou que já iniciou a apuração do caso. “A Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE) informa que tomou conhecimento da denúncia e que imediatamente iniciou a apuração dos fatos junto à gestão da unidade escolar”, diz o comunicado.

A pasta acrescentou ainda que o caso será acompanhado pelos setores responsáveis. “A SEE reforça que a situação estará sendo acompanhada pelos setores responsáveis até que o ocorrido esteja integralmente esclarecido, a fim de garantir a adoção das medidas necessárias e a continuidade adequada do processo de ensino e aprendizagem do estudante”, conclui a nota.

Whidy Melo

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