Lula prepara agenda de campanha e prevê ida a palanques prioritários

Ricardo Stuckert / PR

Com o início das convenções partidárias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve participar, nos próximos dias, das primeiras agendas de campanha mirando a disputa pelo quarto mandato nas eleições de outubro. A partir desta segunda-feira (20/7), partidos e federações poderão oficializar os candidatos que vão concorrer ao pleito.

O petista já tem confirmada a presença em três atos políticos a partir da próxima semana — todos em São Paulo, maior colégio eleitoral do país e palanque considerado fundamental para a corrida presidencial.

Em 25 de julho, ele participa da convenção que vai formalizar a candidatura do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT). Também estarão no evento o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB); o ex-ministro Márcio França, pré-candidato a vice; e as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), que vão disputar uma cadeira no Senado.

Já no dia 2 de agosto, Lula volta a São Paulo para oficializar sua candidatura ao Palácio do Planalto. Ele terá Geraldo Alckmin (PSB) como vice novamente.

Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles

O ato inaugural da campanha está previsto para o dia 16 de agosto, em São Bernardo do Campo (SP), berço político do presidente. O local escolhido foi o Estádio 1º de Maio, considerado simbólico por ter sido palco de manifestações trabalhistas nos anos 1970 e 1980.


Calendário eleitoral

  • As convenções partidárias são eventos em que partidos e federações definem coligações e indicam candidatos para a corrida eleitoral.
  • O período para oficialização vai de 20 de julho a 5 de agosto.
  • Após a aprovação pela convenção, o registro das candidaturas deve ser feito até 15 de agosto.
  • No dia seguinte, 16 de agosto, começa oficialmente o início da campanha eleitoral, com a veiculação de propaganda nas ruas e na internet.
  • A propaganda eleitoral no rádio e na televisão é autorizada a partir de 28 de outubro.
  • O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. O segundo, nos locais onde o pleito não foi definido no primeiro turno, será no dia 25.

Lula prepara agenda de campanha e prevê ida a palanques prioritários - destaque galeria

Lula com o pré-candidatos da chapa em São Paulo
1 de 7

Lula com o pré-candidatos da chapa em São Paulo

Instagram @lulaoficial

Presidente Lula (PT)
2 de 7

Presidente Lula (PT)

Ricardo Stuckert / PR

Presidente Lula e governadora Fátima Bezerra durante agenda no Rio Grande do Norte
3 de 7

Presidente Lula e governadora Fátima Bezerra durante agenda no Rio Grande do Norte

Ricardo Stuckert / PR

O presidente Lula
4 de 7

O presidente Lula

Ricardo Stuckert / PR

Lula visita feira com produtos da agricultura familiar
5 de 7

Lula visita feira com produtos da agricultura familiar

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Simone Tebet e Lula
6 de 7

Simone Tebet e Lula

Ricardo Stuckert / Governo Federal

Fernando Haddad e Lula
7 de 7

Fernando Haddad e Lula

Agenda

Segundo integrantes da pré-campanha, a tendência é que o petista também vá a outros estados onde tem palanques prioritários, a exemplo de Minas Gerais. O nome do PT na disputa deve ser do deputado federal Patrus Ananias (PT). O parlamentar se reuniu com Lula na quinta-feira (16/7), onde foi encaminhada a decisão sobre a candidatura.

A escolha de Patrus ocorreu após uma série de negativas no estado que concentra o segundo maior colégio eleitoral do país. Lula queria que a chapa fosse encabeçada pelo senador Rodrigo Pacheco (PSB), mas ele decidiu não seguir mais a carreira política. Depois, Lula também recebeu um “não” da ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), que disputará uma vaga ao Senado.

As próximas agendas de campanha deverão ser definidas nos próximos dias, já que o prazo para as convenções é curto: entre 20 de julho e 5 de agosto.

A expectativa é que, durante as viagens pelo país, o petista concilie eventos de governo com os atos de campanha. Na última semana, ele voltou a colocar o pé na estrada para visitar obras do governo federal. Com a entrada em vigor das restrições do período de defeso eleitoral, o chefe do Planalto precisou adaptar o formato dos eventos para evitar questionamentos na Justiça Eleitoral.

Compartilhe

WhatsApp
Facebook
X
Print

Siga nossas Redes Sociais