Luísa Sonza comentou os bastidores da produção de seu documentário para a Netflix durante participação no “Sem Censura”. A cantora refletiu sobre o processo de criação do projeto, as mudanças pessoais que viveu ao longo do período e sua relação com o resultado final da obra.
Luísa Sonza abriu o jogo sobre os bastidores de seu documentário da Netflix, “Se Eu Fosse Luísa Sonza”, e revelou que nem tudo saiu da forma como imaginava. Durante participação no programa “Sem Censura”, nesta quinta-feira (11), a cantora contou que chegou a se arrepender de algumas exposições feitas na produção e admitiu ter travado discussões para retirar determinadas cenas da versão final.
Segundo a artista, o projeto foi idealizado em um momento completamente diferente de sua vida. “Foi um contrato que não dependia só de mim o que eu queria mostrar. Eu estava, de fato, em um momento muito sensível na época. A gente assina o contrato um ano antes, as pessoas não sabem. Eu estava [pensando]: ‘Nossa, estou arrasando, vamos fazer um documentário para o próximo álbum?’. Chega no próximo álbum e você já é outra pessoa”, explicou.
Além de acompanhar a criação do álbum “Escândalo Íntimo”, o documentário também abordou momentos delicados da vida pessoal da cantora, incluindo o relacionamento com Chico Moedas, o divórcio de Whindersson Nunes e os impactos dos ataques que recebe nas redes sociais.
Ao relembrar o resultado da produção, Luísa afirmou que hoje enxerga algumas escolhas de forma diferente. “Existiu, também, uma… Não vou dizer ‘invasão’, porque eu compactuei com isso. No que eu acredito hoje, achei um exagero”, declarou.
Durante a conversa, a jornalista Fabiane Pereira sugeriu que a palavra correta seria “sensacionalismo”, e a cantora concordou. “É. E olha que diminuí muito. Briguei muito para cortar. Às vezes, a gente estava se divertindo, feliz após algo legal, e a música de fundo era: [uma trilha de tensão]. Por quê? A gente brincando!”, criticou.
A artista também explicou que enfrentava um período particularmente desgastante quando as gravações aconteceram. “Eu estava acabada, sem cabelo”, relembrou ao se referir ao desgaste provocado pela rotina intensa de shows e compromissos profissionais. Apesar disso, destacou que já havia um contrato firmado e que não era possível interromper o projeto.
“Obviamente, não tem o que fazer. Você está ali, fazendo o contrato. Existiram muitas divergências no que eu queria, de fato, mostrar, que era um documentário sobre como a gente fazia um álbum. Acho uma das partes mais lindas, essa construção”, afirmou.
Mesmo com as críticas ao formato final, Luísa reconheceu que a vulnerabilidade mostrada na produção faz parte de quem ela é. “Por um lado, é importante, porque existe, sim, toda essa vulnerabilidade. Eu sou uma pessoa extremamente sensível, sou extremamente frágil”, disse.
No encerramento do debate, a bailarina e coreógrafa Heloisa Gouvêa comentou que o público costuma se interessar mais por histórias de sofrimento. Luísa concordou e lamentou a situação. “É muito triste as pessoas só terem empatia ou entenderem do sofrimento alheio, da humanidade, quando veem uma dor física, uma exaustão”, concluiu.
Assista ao vídeo completo abaixo:
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Gabriela Paiva




