A Justiça de São Paulo negou, nesta quinta-feira (18), o pedido de habeas corpus para dois dos três homens presos pelo falecimento de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, durante um salto de “rope jump” no interior de São Paulo.
A Justiça de São Paulo negou, nesta quinta-feira (18), o pedido de habeas corpus para dois dos três homens presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, durante um salto de “rope jump” na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. A jovem, de 21 anos, foi lançada de uma altura de 40 metros, sem estar presa às cordas de segurança.
A decisão envolve Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, e Maicon Fernandes Cintra, de 41. O relator Mazina Martins afirmou que há necessidade de uma análise mais aprofundada das investigações.
Conforme o despacho, a soltura dos investigados poderia representar risco à ordem pública e ao andamento da ação penal. “Em casos tais é sim necessário primeiramente ouvir as informações que possam ser prestadas pelo Juízo de origem a respeito dos diversos temas invocados“, pontuou Martins.
“Com isso, poderá o Tribunal integrar um cenário de informações e discursivo mais amplo, mais enriquecido e mais completo“, destacou o relator. Os instrutores seguem em prisão preventiva.
O magistrado ainda citou a tentativa de fuga dos instrutores do local do fato, a troca de roupas e a notícia do desaparecimento de câmeras de gravação que poderiam conter registros do ocorrido.
Conforme o UOL, o advogado de Luis Felipe e Maicon falou na “ilegalidade da decisão do Juízo de origem que decretou a prisão preventiva dos dois instrutores”. A defesa também informou que ambos foram transferidos da unidade prisional de Piracicaba para Guarulhos, por motivos de segurança, e avalia a possibilidade de recorrer da decisão.
O terceiro investigado, Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, não participou do mesmo pedido de habeas corpus. A nova equipe de defesa informou que ainda estuda o processo antes de definir quais medidas serão adotadas.
Maria Eduarda participava de um evento de rope jump realizado na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, interior de São Paulo. O grupo organizava saltos de aproximadamente 40 metros de altura, cobrando R$ 180 por participante. Cerca de cem pessoas participaram da atividade no último sábado (13), quando ocorreu a tragédia. A vítima escolheu a modalidade conhecida como “aviãozinho”, em que o praticante é lançado pelos próprios instrutores, em vez de saltar sozinho.
De seis responsáveis pelo salto de Maria Eduarda, apenas Luis Felipe, Maicon e Vitor – que aparecem carregando a vítima até a plataforma – seguem presos. Eles são investigados por homicídio com dolo eventual, quando se assume os riscos, mesmo sem ter a intenção de matar. Em depoimento à polícia, eles afirmaram não se lembrar do ocorrido ou de quem era o responsável por fazer a fiscalização antes do salto. As investigações seguem em andamento.
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Sally Borges




