Juliette descobre endometriose após dor no fígado e acende alerta

Juliette Foto: @juliette/Twitter/Reprodução


O

s sintomas da endometriose nem sempre serão tão explícitos quanto  ólicas menstruais intensas, e dores abdominais e pélvicas efora do período menstrual. Em alguns casos, a doença pode se apresentar de forma mais ligeira e é importante um olhar atento tanto para investigar o que está acontecendo com o seu corpo — e foi o que aconteceu com a Juliette.

A influenciadora digital compartilhou nas redes sociais que o seu diagnóstico de endometriose veio após uma crise inflamatória no fígado durante uma viagem no início de junho deste ano. Na época, ela relatou ter sentido fortes dores e ter tido episódios de vômitos e mal-estar, o que a levaram a passar por uma bateria de exames para investigar o que estava acontecendo.

Durante a avaliação, foi constatado que ela estava nos estágios iniciais da endometriose, ainda sentindo poucos sintomas como inchaço e dores leves. “Quando passei mal por conta do fígado, um, dois meses atrás, fui fazer um check-up e, em um dos exames, deu endometriose. Pedi uma segunda opinião, falei com minha ginecologista e com uma médica especialista para fazer análise do laudo e realmente tem”, contou Juliette em stories do Instagram.

“Segundo as médicas, está no início, pouquinho e não é em um lugar que tenha alguma grande questão. Eu não tenho tantos sintomas, não sinto tanta dor. O que eu sinto é inchaço e um pouco de dor”, afirma, explicando que já iniciará o tratamento para interromper a menstruação, o que “ajuda a regredir, porque para de inflamar”.

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Embora Juliette não seja a primeira famosa a compartilhar sobre o diagnóstico da doença, ela é um alerta de como é importante prestar atenção aos sinais do seu corpo e a investigar os sintomas que você sente. A descoberta precoce da endometriose ainda é a exeção dos casos, já que a dificuldade de identificar os sintomas e de analisá-los, além da falta de informação sobre a doença acaba atrasando o diagnóstico.

A própria influenciadora chegou a comentar que, enquanto procura mais sobre o assunto, percebe que é “algo tão comum no corpo feminino e que ainda é tão pouco falado”. “Parece que por ser uma coisa que afeta pessoas com útero, muita coisa acaba sendo ignorada ou normalizada”, diz.

Para você ter uma ideia, 4 em cada 10 brasileiras não conhecem detalhes sobre a endometriose e 30% nunca buscaram informações sobre o tema, afirma uma pesquisa inédita realizada pelo instituto Ipsos, a pedido da Bayer. O dado assusta porque os sintomas da doença costumam surgir ainda na juventude, quando muitas meninas começam a menstruar e ignoram esses primeiros sinais — e isso acontece em todo o mundo.

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Segundo a Organização Mundial da Saúde, a doença afeta cerca de 10% das mulheres e meninas em idade reprodutiva no mundo. Entre os sintomas mais comuns estão cólicas menstruais intensas e dores pélvicas crônicas (52%), inchaço abdominal (52%), sangramento intenso (44%) e dor durante relações sexuais (42%).

O problema é que muitas jovens passam anos ouvindo que estão exagerando e quem aponta isso são os dados. A pesquisa aponta que 77% das mulheres diagnosticadas com endometriose já tiveram seus sintomas minimizados ou ignorados. Em muitos casos, isso aconteceu dentro da própria família (41%) ou até em atendimentos médicos.

E o que é endometriose, CH?

É uma doença inflamatória crônica provocada pelo refluxo do sangue menstrual com migração de tecido endometrial para outras partes do corpo, principalmente para os ovários, as trompas, a bexiga e o intestino. Esse tecido, o endométrio, é parte fundamental do sistema reprodutor feminino e todo mês ela sofre mudanças hormonais pelo nosso ciclo menstrual: ela cresce, prepara o útero para a possível gestação e descama junto com a menstruação quando não engravidamos. O normal é termos essa camada apenas dentro do útero, mas quando acontece a endometriose, ela se desenvolve também fora do útero.

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É por isso que quem é diagnosticado com a doença costuma sentir cólicas menstruais intensas, dores abdominais e pélvicas fora do período menstrual e até alterações intestinais, como diarreia, dor para evacuar e urinar durante a menstruação, infecções urinárias de repetição, dores durante a relação sexual, fadiga, cansaço, sangramentos intensos e irregulares no período menstrual e infertilidade ou dificuldade para engravidar.

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