Jennifer Lewis revelou detalhes de sua vida íntima nos anos 1990 durante participação em um podcast. A atriz contou como lidava com emoções e a rotina intensa da carreira, relembrando comportamentos do passado e o contexto em que estava inserida na época.
A atriz Jennifer Lewis, conhecida por interpretar a Tia Helen em “Um Maluco no Pedaço“, abriu o jogo sobre sua vida íntima nos anos 1990. Em participação no podcast “Baby, This is Keke Palmer”, na última semana, ela revelou ter enfrentado um comportamento compulsivo relacionado ao sexo e afirmou ter se envolvido com dezenas de homens no auge de sua carreira na TV.
Durante a conversa com Keke Palmer, Lewis contou que usava o sexo como uma espécie de “curativo emocional” para lidar com sentimentos intensos, além de servir como válvula de escape para a rotina exaustiva de trabalho. Segundo a atriz, na época, ela não via esse comportamento como um problema e nunca escondeu o número de parceiros.
Sem constrangimento, Jennifer relembrou o período e disse que, hoje, gostaria de ter compreendido melhor seus próprios limites e a relação com o próprio corpo. “Não tenho vergonha em dizer. Sim, p*rra, aconteceu. Eu dormi com 63 homens. E aquilo foi fabuloso”, declarou.
Apesar de encarar a situação com naturalidade naquele momento, a atriz admitiu que demorou a perceber que estava presa a um padrão compulsivo. Isso porque, no ambiente em que vivia, o sexo casual e frequente era comum. “Eu nunca soube que era um problema. Eu achava que todo mundo estava transando com todo mundo”, afirmou.
Ao relembrar a fase, Lewis explicou que buscava no sexo uma forma de desacelerar após a intensidade do trabalho, especialmente nos palcos da Broadway. “Olha, quando você sai de um palco da Broadway com toda aquela ovação, aplausos e gente te elogiando… o que você vai fazer? Ou você vai enfiar alguma coisa no braço, ou vai fumar alguma coisa, ou vai beber alguma coisa para descer daquele barato. Então eu costumava ir e encontrar um homem lindo e transar pra caramba com ele!”, contou.
Para a artista, o sexo funcionava como uma espécie de “droga”, usada para preencher vazios emocionais e lidar com a pressão da carreira. Esse cenário começou a mudar com o avanço da epidemia de AIDS nos Estados Unidos, que a levou a refletir sobre seus comportamentos e buscar autoconhecimento.
A partir desse processo, Jennifer afirma ter transformado sua visão sobre amor e relações. Hoje, aos 69 anos, ela diz viver um momento de plenitude e bem-estar. “Eu não sei como eu me mantive nesse meio. Eu não sei como cheguei aos 69, mas aqui estou eu e me sinto melhor do que nunca. Estou tão feliz na minha vida”, concluiu.
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Izabella Arouca



