O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) recebeu, nesta sexta-feira (8), o pedido formal de tombamento do Sítio Histórico do Alto Santo, em Rio Branco, e anunciou a formação de um grupo de trabalho conjunto com outras instituições para conduzir o processo.
A superintendente do IPHAN no Acre, Antônia Damasceno Barbosa, afirmou que o processo não ficará restrito à autarquia federal. “A proteção do patrimônio só é possível se for feita de forma conjunta, aliada aos poderes públicos e também à comunidade. O tombamento é justamente para isso, para que a gente possa proteger cada vez mais esse patrimônio”, declarou.
Para ilustrar o tipo de tombamento que se pretende para o Alto Santo, Antônia Damasceno citou a Casa de Chico Mendes como referência. Segundo ela, o espaço foi tombado pelo IPHAN não pela materialidade, mas pelo valor histórico que carrega. “Os espaços estão cheios de memórias, estão emaranhandos de memória, e é isso também que a gente vai estar tombando junto. A gente não é só a matéria, mas é o que representa, como isso aqui foi construído, de que forma foi construído”, afirmou.
A superintendente alertou para a urgência do registro. “O que nós temos que fazer é deixar registrada toda essa memória, todo esse patrimônio para que isso não se perca. Nós temos que fazer isso urgentemente, porque o tempo está se passando”, disse. Ela apontou que modificações no espaço e o esquecimento natural são riscos reais. “Se não for preservada, a gente vai perder tudo. Vamos ficar um povo sem memória”, afirmou.
Antônia Damasceno anunciou que o IPHAN conduzirá o processo com apoio técnico da Fundação de Cultura Elias Mansur (FEM), do Ministério Público do Estado e do Ministério Público Federal.
A superintendente encerrou com um apelo à união institucional. “Só que possamos nos unir cada vez mais para proteger esse lugar que é carregado de memória, tem todo um simbolismo e que nós temos que cada vez mais proteger e preservar”, concluiu.
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Rebeca Martins




