O vereador Hidelgard Pascoal (Podemos) concedeu entrevista nesta quarta-feira, 13, e afirmou que se arrepende de ter integrado a base de apoio do ex-prefeito Tião Bocalom (PSDB) na Câmara Municipal de Rio Branco.
Durante a fala, o parlamentar pediu desculpas aos eleitores e afirmou que tinha expectativas de que os problemas da cidade seriam solucionados durante o período em que apoiou a gestão municipal. “A gente chega numa situação que eu me arrependo amargamente de ter sido base. Peço perdão aos meus eleitores. Nós fomos base aqui dentro dessa Casa confiando e achando que os problemas seriam solucionados. Demos toda a estrutura para a gestão passada resolver os problemas”, declarou.
O vereador afirmou ainda que, ao retomar o mandato de forma mais independente, encontrou uma realidade preocupante na capital acreana.“Hoje eu volto para o meu mandato e vejo uma cidade destroçada, com cenas terríveis, esgoto a céu aberto e outros problemas”, completou.
Críticas a embates internos na Câmara
Hidelgard também comentou a recente confusão registrada no Legislativo municipal e criticou o foco dos debates envolvendo cargos e disputas políticas internas.
Segundo ele, a prioridade deveria ser a situação da cidade e não a ocupação de funções administrativas.“Em tese, quem era para estar reclamando sobre esses cargos seria eu, e não estou reclamando. Estou nas ruas, preocupado com os problemas da cidade. Essas brigas de cargos são desnecessárias”, afirmou.
O parlamentar disse ainda que se sentiu ofendido com a forma como os debates ocorreram em plenário. “Eu me senti ofendido pela forma como fizeram isso. Em vez de se preocuparem com a situação de Rio Branco, estão preocupados com cargos”, declarou.
Defesa de atuação independente
Hidelgard Pascoal reforçou que não possui interesse em integrar a base do Executivo municipal e afirmou que pretende manter atuação independente no Legislativo.
“Não sou base do prefeito, não estou atrás de cargo. Estou atrás de fazer meu trabalho como vereador e assim vou seguir. Não quero ser amordaçado, quero ter meu mandato livre”, concluiu.
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Saimo Martins




