Grazi Massafera relembra o fim do casamento com Cauã Reymond e comenta como a separação impactou sua visão sobre relacionamentos. A atriz fala sobre expectativas pessoais e experiências vividas ao longo da trajetória afetiva.
Grazi Massafera revisitou momentos marcantes da vida pessoal, incluindo o fim de seu casamento com Cauã Reymond, em 2013. Em entrevista à colunista Anna Luiza Santiago, do jornal O Globo, a atriz explicou que cresceu com o desejo de construir uma relação duradoura, algo que, segundo ela, acabou não se concretizando como imaginava.
Grazi contou que sofreu com o fim do relacionamento e mencionou a própria história familiar, já que os pais são separados. “Quando me separei, sofri. Queria fazer diferente dos meus pais. Não rolou. A gente romantiza demais. Fui da geração das princesas da Disney. Eu acreditava. Foi duro, a realidade foi batendo. Mas, ao mesmo tempo, esta que sou hoje sempre existiu. Tinha um duelo entre ser a correta que a mamãe criou e a pessoa que eu queria ser”, declarou.
Segundo a artista, seu pai chegou a planejar um casamento para ela ainda jovem: “Meu pai queria que eu casasse com o primeiro namorado, com 22 anos. Eu falei: ‘Casar? Eu vou fazer ficha para o BBB’ (risos). Não podia falar porque não tinha independência financeira. Quando tive, virei mãe deles, com 25. Foi dura essa fase também”.
Grazi ficou conhecida ao participar do “BBB 5”, aos 22 anos. Durante a entrevista, ela afirmou que as dificuldades enfrentadas ao longo da juventude não se transformaram em medo de perder o patrimônio que conquistou.
“Eu não tenho medo disso, não. Claro que não quero perder o que tenho, mas me reinventaria. Eu nunca deixei e não quero deixar de ter esse olhar para o real, para fora da minha bolha. Isso me faz mais humana. Me faz bem ir ao mercado e ver o preço das coisas ou dialogar com minha funcionária sobre a vida, sobre as questões da rotina de quem precisa enfrentar horas de ônibus”, completou.
Massafera acrescentou: “As mães que não têm com quem deixar os filhos, isso corta o coração, pois é a realidade de grande parte do país. Não quero deixar de olhar para isso. Gosto de estudar as estruturas de formação do nosso país. Eu tive momentos bem emocionantes com a Fernanda Felisberto (professora), de me emocionar demais por questões que não são minhas, mas da nossa sociedade. Por eu não perder de vista essa realidade, eu não tenho medo de me reinventar”.

Por fim, Grazi garantiu que reconhece as mulheres que passam por “perrengues”. “Tenho certeza da dificuldade, do perrengue, mas sei que, mesmo se eu recomeçar de novo, ainda estarei muito na frente, porque nasci branca, loura, dentro de um padrão que criaram. Não é esta a realidade de mulheres negras e trans. Isso é muito duro. É um país duro”, concluiu.
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Anna Cecília Nunes


