Galvão Bueno afirmou que a Copa do Mundo de 2026 marcará sua despedida das narrações. O locutor explicou os motivos da decisão, falou sobre os planos para o futuro e comentou outros momentos marcantes desta edição do torneio.
Galvão Bueno confirmou que a Copa do Mundo de 2026 será sua despedida das narrações esportivas. Em entrevista à coluna Outro Canal, de Gabriel Vaquer, da Folha de S.Paulo, o narrador afirmou que a idade já não permitirá que ele volte a comandar transmissões de jogos em um próximo Mundial e revelou como pretende continuar trabalhando no esporte.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de voltar atrás na decisão, Galvão foi direto. “Não vai dar, né? Eu vou assistir à Copa do Mundo. Se eu trabalhar vai ser apresentando um programa, gravando um comentário diário, alguma coisa assim”, afirmou.
O locutor explicou que sua despedida, inicialmente, deveria ter acontecido após a Copa de 2022, quando deixou a TV Globo. “Na verdade, deveria ter sido em 2022. Foi um momento muito bacana de encerramento, com homenagem, documentário… Eu avisei que não iria parar, mas que não iria narrar mais uma Copa. Disse: ‘Vamos ver o que vai dar’”, iniciou.
“Aí surgiu essa possibilidade de comprar os direitos da Copa do Mundo através da NSports, da qual entrei como sócio, em parceria com o SBT. Não poderia ser melhor. Estou me sentindo muito bem no SBT. É uma coisa muito gostosa. Fiquei muito feliz, mas a idade já não vai permitir”, explicou.
Em sua 14ª Copa do Mundo, Galvão também celebrou um feito histórico. Ele se tornou o narrador com mais transmissões de partidas de Mundiais na televisão, reconhecido pelo Guinness World Records. “Eu realmente não sabia do número. Fiquei impressionado porque já fiz 57 jogos da seleção em Copas. Para chegar em 148 é muita coisa. Mas foi emocionante. Afinal de contas, agora eu estou no Guinness!”, comemorou.
O narrador ainda contou que intensificou os cuidados com a voz para a competição e relembrou o período em que fumava. “Eu sempre fiz muita preparação de voz. Teve uma época que eu fumava, fiz a besteira de fumar. Mas teve um dia que comecei a me preparar para um Mundial, larguei e nunca mais fumei. Dessa vez fiz sessões de fono, exercícios e um tratamento intensivo para limpar o sistema respiratório. Estou me sentindo bem. Senti que tinha a responsabilidade de me cuidar”, disse.
Galvão também comentou a estrutura oferecida pela organização da Copa do Mundo para os profissionais de televisão. “A gente fica tão espremido, mas tão espremido, que não há possibilidade daquela coisa que a gente faz com a câmera antes no jogo, no intervalo, na espera. É muito ruim. É uma desconsideração com a imprensa televisiva mundial”, mencionou. “Quem paga a conta de tudo são as televisões do mundo inteiro quando compram os direitos caríssimos. Então é uma coisa horrorosa, uma falta de respeito”, concluiu.
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Cora Andrade



