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elca compartilhou um relato pessoal em um vídeo publicado no YouTube na madrugada desta terça-feira (20). O influenciador revelou ter transtorno de ansiedade social (TAS), também conhecido como fobia social, e relacionou sua experiência com a condição ao bullying que sofreu durante a infância e a adolescência.
A divulgação aconteceu depois de dias de suspense. No domingo (18), o criador de conteúdo publicou a frase “Eu me escondi por tempo demais” e anunciou uma novidade para a meia-noite de terça. A mensagem movimentou as redes, com comentários de seguidores e famosos, e abriu espaço para especulações sobre o assunto que ele abordaria.
A cinco dias do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro, parte do público esperava um posicionamento político ou denúncias envolvendo os candidatos à Presidência, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A expectativa, porém, não se confirmou: o vídeo trouxe um depoimento sobre sua saúde mental e as marcas da violência escolar.
O histórico recente de Felca ajuda a contextualizar a atenção em torno da publicação. Em agosto de 2025, seu vídeo “Adultização”, sobre a exposição e a exploração sexual de crianças e adolescentes na internet, levou o assunto ao centro do debate público e ajudou a impulsionar a aprovação do ECA Digital no Congresso. A proposta já tramitava desde 2022, apresentada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), e ganhou projeção nacional após as denúncias do influenciador.
Sancionada em setembro de 2025 e em vigor desde março de 2026, a legislação estabelece responsabilidades para serviços digitais na proteção de crianças e adolescentes. A associação com o vídeo foi tão forte que o ECA Digital ficou popularmente conhecido como “Lei Felca”.
Ao Roda Viva, da TV Cultura, em 23 de março deste ano, questionado se era de direita ou de esquerda, Felca preferiu não declarar seu posicionamento. “Sabe por que não respondo essa pergunta? Porque, se respondesse, metade da audiência ia embora”, afirmou. Na sequência, explicou que pretende conversar com pessoas de diferentes posições políticas ao abordar causas como proteção à infância, bullying e os danos das apostas, sem restringir sua mensagem a um grupo específico.
Agora, o influenciador voltou o olhar para a própria história. Ao revisitar os anos de escola, contou que enfrentou humilhações e agressões físicas. Segundo ele, os efeitos dessas violências continuaram presentes na vida adulta, inclusive em situações de convivência e exposição pública. “O maior pecado do bullying é que depois dele nada acontece”, afirmou.
No depoimento, Felca descreveu dificuldades para conversar e reagir em ambientes com muitas pessoas. Ele também relatou que recorreu ao álcool para conseguir enfrentar interações sociais e compromissos profissionais. Até uma emergência médica do irmão se tornou um desafio: o influenciador contou que teve dificuldade para se comunicar com os funcionários do pronto-socorro.
O vídeo também trouxe planos para os próximos meses. Felca anunciou que pretende retomar experiências fora de casa e compartilhar esse processo com os seguidores. Além disso, disse que fará palestras gratuitas sobre bullying em escolas e pediu que pais acolham os filhos que passam por esse tipo de violência.
Assista ao vídeo completo:
Com informações da Capricho




