Familiares convocam ato após tragédia no Instituto São José para domingo

Foto: Whidy Melo/ac24horas

O marido de Raquel Sales Feitosa, uma das vítimas fatais do ataque ocorrido no Instituto São José, em Rio Branco, convocou para o próximo domingo (10) um ato público em frente ao Palácio Rio Branco, no centro da capital acreana, cobrando justiça e respostas das autoridades sobre o atentado que matou duas funcionárias da escola, na última terça-feira (5).

Dilvan Braga anunciou a mobilização e afirmou que o objetivo do encontro é reunir pessoas que desejam acompanhar e pressionar pela apuração completa do caso, incluindo as circunstâncias que antecederam o ataque, o acesso do adolescente à arma utilizada no crime e eventuais responsabilidades de terceiros. “Estamos procurando por justiça. Vamos fazer o manifesto em frente ao Palácio. Quem quiser justiça mesmo, para estar lá com a gente”, declarou ao ac24horas na manhã desta sexta-feira (8).

Segundo Dilvan, o ato está marcado para começar às 16h e deve reunir familiares, amigos, moradores da capital e pessoas que acompanharam a comoção provocada pelo caso. Além de homenagens às vítimas, os participantes também deverão levar cartazes cobrando respostas das autoridades.

Dilvan explicou ainda que durante a manifestação serão utilizadas camisetas estampadas com imagens de Raquel Sales Feitosa e de Alzenir Pereira da Silva, conhecida como “Zena”, a outra funcionária morta durante o atentado.

Desde o ataque, o viúvo de Raquel tem feito críticas públicas à condução inicial do caso e afirmou anteriormente que precisou procurar sozinho a polícia para relatar informações que a esposa teria compartilhado dias antes da tragédia.

O ataque ao Instituto São José provocou forte repercussão no Acre e levou à realização de diversos atos de solidariedade ao longo da semana. Na última quinta-feira (7), centenas de pessoas participaram de uma caminhada pelas ruas do centro de Rio Branco em homenagem às vítimas.

Raquel Sales Feitosa, de 36 anos, e Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, morreram após tentarem conter o adolescente e proteger estudantes e funcionários da escola durante o ataque.

Além das duas mortes, outras duas pessoas ficaram feridas, incluindo uma estudante. A Polícia Civil investiga se o adolescente agiu sozinho e apura possíveis influências externas no planejamento do atentado, além das circunstâncias que permitiram o acesso do menor à arma utilizada no crime.

Whidy Melo

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