Família vai parar no hospital após sogro confundir percarbonato com sal

Reprodução/ Redes sociais

O que era para ser um simples churrasco em família terminou com uma ida coletiva ao hospital. Pelas redes sociais, Maysa Marquesini contou que o sogro dela — que não teve o nome revelado — confundiu percarbonato de sódio, usado para tirar manchas de roupas, com sal grosso e usou o alvejante para temperar a carne servida aos parentes no churrasco.

11 membros da família foram parar no hospital por risco de intoxicação, mas ninguém teve sintomas graves.

O caso relatado por Maysa ocorreu no início de junho em São José do Vale do Rio Preto, no interior do Rio de Janeiro, e viralizou nas redes sociais, acumulando mais de 9,6 milhões de visualizações. Assista:

@metropolesoficial 🫣 🤡O que era para ser um simples #churrasco entre familiares acabou se transformando em uma ida coletiva ao #hospital. O caso foi relatado por Maysa nas redes sociais e chamou a atenção pelo motivo inusitado que levou os participantes a procurarem atendimento #médico ♬ som original – Metrópoles Oficial

Segundo ela, a confusão foi descoberta apenas ao fim do churrasco, quando uma parente alertou que o ingrediente usado não era sal. O percarbonato de sódio estava armazenado perto da lavanderia, na área externa da casa, próximo à churrasqueira, em um pote de manteiga.

O percarnonato de sódio é um alvejante e desinfetante potente — mais forte que o bicarbonato, que é mais usado em limpezas domésticas —, que libera “oxigênio ativo” ao entrar em contato com água morna — o que o torna ideal para desencardir e branquear roupas e tecidos. 

“Comemos normalmente. Ninguém sentiu gosto estranho porque o produto era salgadinho e temperou a carne como se fosse sal”, contou. “Todo mundo ficou pálido [quando descobriu]. A gente começou a pesquisar e as orientações eram para procurar atendimento de emergência imediatamente.”

A preocupação aumentou porque tanto adultos quanto crianças haviam consumido a carne. Maysa afirma que decidiu ir primeiro ao hospital para avaliar a situação dos filhos. Após a triagem, os médicos recomendaram que todos os familiares envolvidos procurassem atendimento.

“Quando saí para o corredor, estava todo mundo com soro na mão. Minha sogra, meus tios, primos, todo mundo espalhado pelo hospital”, relembrou. Ao todo, 11 pessoas consumiram os alimentos preparados com o produto.

De acordo com Maysa, a equipe médica entrou em contato com um centro de informações toxicológicas em São Paulo para avaliar os possíveis riscos da ingestão. Após a análise, os especialistas concluíram que a quantidade consumida e o fato de o produto ter sido submetido ao calor da churrasqueira reduziram significativamente os riscos de intoxicação.

“No fim deu tudo certo. As crianças ficaram bem, os adultos também. Depois que a gente soube que não havia perigo, só conseguia rir da situação”, afirmou.

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