A família de Maria Eduarda Rodrigues se pronunciou em uma carta sensível sobre a morte da jovem, de 21 anos, durante a prática de rope jump. Os parentes pediram por justiça e desabafaram sobre a perda trágica, além de listarem os sonhos que Duda tinha.
A família de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, jovem de 21 anos que morreu ao praticar rope jump, falou pela primeira vez sobre a tragédia. Em carta datada em 20 de junho, mas divulgada neste domingo (22), pela Gazeta de Limeira, os parentes pediram por justiça e que os envolvidos respondam pelo crime. Eles também lamentaram a perda trágica e falaram sobre os sonhos que a jovem tinha, como se casar.
“É com uma dor imensurável e o coração desolado que a família Rodrigues se dirige ao público neste momento tão difícil, após a trágica e prematura perda de nossa querida Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, carinhosamente conhecida como Duda, aos 21 anos. Sua partida abrupta interrompe uma vida cheia de planos e sonhos, deixando uma ausência profunda em todos nós que a amamos”, desabafou a família.
Os parentes definiram Duda como um “verdadeiro presente”, conhecida por sua alegria, bom humor e energia contagiante. A jovem estava na faculdade e iria concluir o curso de Educação Física no próximo ano.
“Recordamos com carinho de cada momento e de nosso empenho em vê-la feliz. Ela era uma jovem dedicada e estudiosa, com uma trajetória exemplar. Com formação em Nutrição Esportiva, estava cursando Educação Física e tinha previsão de concluir a graduação em 2027. Sua paixão pela área se refletia em seu trabalho como recepcionista e estagiária em uma academia da nossa cidade”, contaram eles.

A carta também listou os sonhos que a jovem tinha para sua vida. “Duda nutria muitos sonhos para o futuro. Estava em um relacionamento de namoro e planejava se casar em breve, com o desejo de construir sua própria família e proporcionar a seus avós a alegria de conhecerem seus filhos. Todos esses projetos de vida foram ceifados”, lamentaram os familiares.
Eles ainda confessaram a angústia em torno do caso, que é investigado pela polícia: “O crime ocorrido com a nossa Duda no último sábado, 13 de junho de 2026, durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), ao ser lançada sem estar devidamente conectada aos equipamentos de segurança é inaceitável e está sob investigação da Polícia Civil. Este fato causa-nos uma profunda angústia e indignação”.
A família, então, pediu que a justiça seja feita em nome de Maria Eduarda. “Neste momento de luto, a família Rodrigues, acompanhada por sua assessoria jurídica, busca por justiça. É fundamental que todas as responsabilidades sejam apuradas com rigor e que todos os envolvidos sejam devidamente responsabilizados por suas ações e omissões”, declarou.
“Confiamos na atuação diligente da Polícia Civil e do sistema judiciário para que os fatos sejam plenamente esclarecidos e que a memória de nossa Duda seja honrada com a busca pela justiça. Desejamos, acima de tudo, que a elucidação deste caso sirva de alerta para que situações como esta não se repitam, protegendo assim a vida de outros jovens”, endossou.
Ao final, os parentes agradeceram pelo carinho e pelo trabalho da mídia ao repercutir o ocorrido. “Agradecemos imensamente o apoio, a solidariedade e o carinho recebidos de todos, bem como o papel da imprensa na busca pela verdade e na divulgação deste caso. Pedimos que a privacidade da família seja respeitada neste período de grande sofrimento”, concluíram.

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Thamyris Couto




