Familiares de um jovem morto na zona rural de Brasiléia afirmam que o corpo permaneceu dentro do veículo de resgate durante toda a noite, acondicionado no saco funerário, à espera de um médico legista que não estava de plantão. A denúncia foi feita nesta quinta-feira (23) e envolve o Instituto Médico Legal (IML) instalado nas dependências do Hospital Regional Raimundo Chaar.
Conforme o relato da família, a remoção do corpo do veículo só foi feita por volta das 10h desta quinta-feira, aproximadamente 24 horas após a morte. Os parentes atribuem a demora nos procedimentos periciais e na liberação à ausência de profissional legista na unidade.
O caso teve início na tarde de quarta-feira (22), quando o jovem foi encontrado sem vida em um ramal no km 59, com acesso pela BR-317, a Estrada do Pacífico. Do ponto de entrada até o local onde estava o corpo, são cerca de 63 quilômetros de estrada vicinal.
A família soube da ocorrência por volta das 14h daquele dia. O veículo de resgate, no entanto, chegou ao local apenas por volta das 19h30 e retornou ao IML de Brasiléia próximo das 21h. A partir daí, segundo a denúncia, o corpo não foi retirado do veículo.
A demora provocou revolta entre os parentes, que afirmam que a espera agravou o sofrimento da família diante da perda. Inconformados, informaram que pretendem acionar a Justiça para que as circunstâncias do atraso e eventuais responsabilidades sejam apuradas.
A direção do serviço ainda não se manifestou sobre o caso.
Com informações O Alto Acre
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Rebeca Martins




