A safra de abacaxi reduziu o preço da fruta no Ceasa de Rio Branco e ampliou o acesso dos consumidores ao produto. A grande oferta, porém, também tem causado perdas entre os comerciantes, que relatam o apodrecimento de parte da produção diante da dificuldade de escoar o volume disponível.
Durante reportagem do ac24horas nesta quinta-feira, 18, a comerciante Ligiane afirmou que a quantidade de abacaxis recebida neste período supera a demanda do mercado.
“É, assim, dá dó. Porque é uma fruta consumida pelo acreano de todas as maneiras: em sucos, doces ou in natura. Você vê que a maioria dos comércios precisa ter abacaxi. É uma fruta que até o cheiro chama a atenção. Mas, em compensação, nesta safra veio muito, muito abacaxi. Então, o preço caiu bastante e parte do produto acaba estragando”, pontuou.
Segundo a comerciante, os produtos que não conseguem ser comercializados são destinados a ações sociais.
“A gente sempre faz a doação. Aqui tem um banco de alimentos, que já é específico para isso. Mas, fora isso, a gente também faz doação para o Lar dos Vicentinos e para o Educandário Santa Margarida. Toda fruta que sobra a gente coloca no próprio carro e faz essas entregas também”, ressaltou.
O período de safra fez o preço do abacaxi cair de cerca de R$ 15 por unidade para R$ 5 em algumas bancas. Em determinados casos, os comerciantes vendem três frutas por R$ 10 para reduzir as perdas.
“A gente está vendendo três por R$ 10 um abacaxi amadurecido, que é para doce e para suco. E não está estragado. É um produto que está mais em conta porque nós estamos na safra. Mas não é produto estragado”, ponderou.
Além do abacaxi, outros produtos também registram queda nos preços durante a safra. A laranja, por exemplo, teve redução no valor da saca, o que, segundo os comerciantes, amplia o acesso da população às frutas.
Para atender consumidores com menor poder aquisitivo, a banca passou a vender quantidades menores.
“Isso, é porque antes tinha produto que custava R$ 100 e nem todo mundo podia comprar. A gente faz meia saca e quantidades menores para abranger todo o público, entendeu? Assim, o cliente que vem ao Ceasa ou às frutarias também tem acesso”, finalizou.
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Lucas Vitor



