Ex-funcionário de Kanye West diz ter sido demitido por usar dreads e pede indenização milionária; rapper se pronuncia

Kanye West teria preconceito com os dreads do empregado. (Foto: Getty)

Um ex-funcionário de Kanye West, identificado como Benjamin Provo, busca uma indenização de até US$ 23 milhões (cerca de R$ 122 milhões, na cotação atual) em um processo contra o rapper e a Donda Academy, instituição criada por ele. De acordo com documentos judiciais obtidos pelo TMZ, nesta terça-feira (15), ele afirma ter sofrido discriminação racial e ter sido demitido em 2022 depois de se recusar a cortar os dreads.

Provo, que é negro, alegou nos documentos que enfrentou tratamento discriminatório durante o período em que trabalhou na escola fundada por West. Segundo o ex-funcionário, a questão envolvendo seu cabelo teria sido determinante para sua saída do trabalho.

Além da acusação relacionada aos dreads, Provo também disse que Kanye retirou da Donda Academy livros escritos por importantes líderes negros.

Como parte do processo, Benjamin relatou ter ouvido o depoimento do ex-chefe de gabinete de Kanye, Milo Yiannopoulos. Segundo os documentos, ele teria feito declarações sobre o ambiente de trabalho e a forma como comentários considerados racialmente carregados eram tratados dentro da empresa.

Provo ainda citou uma declaração atribuída a Yiannopoulos durante o depoimento. “Se alguém for muito sensível a comentários com conotação racial, essa empresa realmente não é para essa pessoa”, teria dito o ex-chefe de gabinete.

Kanye West teria preconceito com os dreads do empregado. (Foto: Getty)

Ainda de acordo com o processo, Yiannopoulos também teria falado sobre a necessidade de aceitar a maneira provocativa como Kanye se expressava quanto o assunto é religião. “Se você trabalha na Yeezy entre 2023 e 2024, precisa aceitar a maneira provocativa como Ye [Kanye] falava sobre religião”, teria afirmado.

As declarações são apresentadas por Provo como parte dos elementos que sustentam sua alegação de que havia um ambiente de trabalho marcado por comentários e comportamentos que ele considera discriminatórios.

Kanye contesta vínculo empregatício

Nos documentos apresentados à Justiça, Kanye apresentou uma versão diferente sobre a relação profissional com Provo. O rapper argumentou que o homem não era seu funcionário direto.

Segundo a defesa, Provo teria sido contratado por uma empresa terceirizada utilizada por Kanye para recrutar e empregar funcionários. A discussão sobre quem era formalmente responsável pela admissão é, portanto, um dos pontos a serem esclarecidos no processo.



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