Kylie Jenner enfrenta um novo processo movido por uma ex-funcionária. A chef de cozinha alega ter sofrido um aborto após jornadas exaustivas de trabalho e acusa a empresária de violações trabalhistas, discriminação e demissão injusta. Entenda o caso e as acusações.
Pela terceira vez nos últimos meses, Kylie Jenner foi processada por uma ex-funcionária. Nesta quinta-feira (25), o Los Angeles Times divulgou o depoimento de uma chef de cozinha que abriu uma ação após sofrer um aborto enquanto trabalhava para a empresária. Segundo a profissional, o período a levou a uma exaustão física e emocional que resultou na perda do bebê.
De acordo com a ação apresentada no Tribunal Superior de Los Angeles, a chef foi contratada por volta de novembro de 2024 e, poucas semanas depois, informou aos supervisores que estava grávida de três meses e enfrentava uma gestação de alto risco. Ela afirmou ter solicitado mudanças para preservar sua saúde, mas disse que os pedidos foram ignorados. Segundo a mulher, ela continuou trabalhando em turnos de 11 a 12 horas por dia, cinco dias por semana, além de receber tarefas fisicamente desgastantes.
A denúncia aponta que, na véspera do Ano Novo, ela foi orientada a transportar alimentos pesados por uma rua, sem ajuda. A chef afirmou que ficou “sufocada e sem ar” até que os seguranças lhe ofereceram água e auxílio. Mesmo assim, ela teria voltado ao trabalho.
O processo também descreve um episódio na festa de aniversário do filho de Kylie, realizada em fevereiro de 2025. Grávida de cinco meses, a cozinheira disse que foi escalada para trabalhar no evento e que qualquer ajuda extra fora negada. “Devido à exaustão e ao esforço físico extremo, [ela] teve um colapso emocional no banheiro durante o evento. Naquela noite, [ela] sentiu um cansaço físico extremo e uma sensação de peso por todo o corpo como resultado da carga de trabalho prolongada e intensa”, diz o documento.
Na manhã seguinte, a chef afirmou ter acordado com uma forte hemorragia e se dirigido até um pronto-socorro. Segundo a ação, os médicos constataram que não havia mais batimentos cardíacos do bebê e confirmaram o aborto. Ela relatou que comunicou o ocorrido aos supervisores, mas acabou sendo acusada de deixar a cozinha e a geladeira desorganizadas após o evento. Dias depois, em 8 de fevereiro, ela sofreu uma nova hemorragia e desmaiou no banheiro. Ainda de acordo com o processo, um supervisor teria reagido à situação dizendo que a profissional estaria “deixando Kylie deprimida”.
A ex-funcionária também acusa a empresária e a empresa Tri Star de discriminação, assédio, demissão injusta, violações trabalhistas e classificação indevida como contratada independente. Ela ainda afirma que não recebeu corretamente pelos serviços prestados e que, após formalizar uma reclamação por escrito, recebeu uma proposta de acordo para desistir da ação judicial.

A advogada da cozinheira, Della Shaker, comentou o caso ao jornal. “O status de celebridade não isenta ninguém das leis trabalhistas da Califórnia. Aguardamos ansiosamente a oportunidade de apresentar as provas em juízo e deixar que os fatos falem por si”, declarou.
Este é o terceiro processo movido contra Kylie em menos de dois meses. Segundo as reportagens, a empresária também responde a ações apresentadas por duas mulheres que afirmam ter trabalhado como empregadas domésticas em sua residência. Até o momento, os representantes não se manifestaram.
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Marcelle Souza




