Representantes de clubes, organizadores de competições e a Secretaria Municipal de Esportes se reuniram nesta terça-feira, 26, em Rio Branco, para discutir o calendário esportivo da capital e apresentar ações que devem movimentar o setor ao longo do ano. Entre os temas debatidos estiveram a Copa Rio Branco, Copa Rural, o programa Bolsa Atleta, o Circuito de Verão e uma novidade que chamou atenção: a competição de “descida de boia” no Rio Acre.
O encontro foi considerado importante por dirigentes esportivos, principalmente por promover diálogo direto entre poder público e organizadores de campeonatos amadores.
Darcy Silva, representante do Bangu Esporte Clube, destacou que a iniciativa fortalece as categorias de base e atende uma demanda antiga das escolinhas de futebol.
“A base precisa disso aí. A nossa base está precisando disso, principalmente pelo que o secretário falou, que ele também vai fazer as competições das categorias, talvez do sub-15, do sub-17 para baixo. Então é importante para as escolinhas, porque até hoje não se falava em fazer competição nenhuma. Eu acho que ele está no caminho certo”, afirmou.
Já Natany Batista, organizadora de campeonato rural, ressaltou que o encontro também serviu para aproximar os responsáveis pelas competições realizadas na capital.
“Apesar de conhecer os campeonatos, a gente não conhece os organizadores. Esse movimento está sendo importante para a gente poder se conhecer, reconhecer e tratar dos assuntos relacionados ao futebol amador, independentemente da competição”, disse.
O secretário municipal de Esportes, Jhon Douglas, explicou que a proposta da gestão é ampliar o diálogo com os representantes esportivos e garantir estrutura para a realização dos eventos.
“Nossa missão, por comando do prefeito Alysson, é reunir a população, reunir seus representantes e fazer o máximo para que o esporte chegue lá na ponta”, declarou.
Entre as novidades anunciadas, a “descida de boia” despertou curiosidade. Segundo o secretário, a proposta é transformar o Rio Acre em espaço de prática esportiva e lazer, aproveitando um potencial ainda pouco explorado.
“Nós temos um rio que seis meses está cheio e seis meses está seco, mas não é explorado para atividade esportiva. Eu descia o rio direto quando era menino, em pneu de trator e pneu de caminhão. Agora vamos organizar isso com segurança, com alças, uso obrigatório de colete e só participa quem souber nadar”, explicou.
De acordo com Jhon Douglas, a procura superou as expectativas e as inscrições precisaram ser encerradas após ultrapassarem 300 interessados. A primeira edição, porém, terá limite de 50 participantes por exigência do Corpo de Bombeiros.
“Passamos de 300 inscrições. Eu achei que o pessoal não era doido que nem eu, mas quando abrimos e espalhamos nos grupos, tivemos que fechar. Como é a primeira atividade, o bombeiro pede o máximo de segurança possível”, destacou.
Sobre os desafios enfrentados pelos esportistas da capital, o secretário afirmou que o principal obstáculo ainda é a falta de estrutura disponível para a realização dos eventos.
“O maior desafio é conseguir fazer com que a estrutura esteja à disposição. O que fazemos hoje é fornecer às entidades a estrutura necessária para realizar eventos. Estamos investindo nessas competições e também fazendo parcerias para levar grandes talentos para fora e trazer resultado para o Estado”, concluiu.
VEJA VÍDEO:
Notícias relacionadas
Lucas Vitor




