A empresa mineira que apresentou proposta para assumir o transporte coletivo de Rio Branco encaminhou, na manhã desta quinta-feira (23), uma nota ao ac24horas na qual se recusa a divulgar informações consideradas “estratégicas e confidenciais” sobre sua capacidade técnica, operacional e financeira. O posicionamento ocorre em meio à repercussão do plano apresentado durante a crise que paralisou 100% dos ônibus na última quarta-feira (21).
No documento assinado pelo advogado Ivan Alexandre Gonçalves Azevedo, diretor executivo da empresa Multi Empreendimentos, o grupo afirma respeitar o papel da imprensa, mas sustenta que os dados solicitados – como tamanho e idade da frota, capacidade financeira e locais de atuação – não podem ser divulgados neste momento.
Segundo a nota, essas informações estariam vinculadas a possíveis tratativas institucionais com o poder público municipal e, por isso, só poderiam ser disponibilizadas às autoridades competentes dentro de procedimentos formais. A empresa argumenta ainda que a divulgação antecipada poderia comprometer “a lisura, a competitividade e a própria viabilidade de futuras negociações” relacionadas ao sistema de transporte coletivo.
Outro ponto levantado pela empresa é o questionamento sobre o acesso, por parte da imprensa, à proposta técnica considerada preliminar e restrita. No texto, o grupo afirma que não foi esclarecida a origem do documento e sugere que a situação pode envolver eventual responsabilização, embora sem detalhar medidas concretas.
A manifestação ocorre em um momento de forte pressão sobre a prefeitura de Rio Branco, que decretou situação de emergência no transporte coletivo após a paralisação total dos serviços. O decreto autoriza, inclusive, a contratação emergencial de empresas para restabelecer o sistema, o que abriu espaço para a apresentação de propostas como a da Multi Empreendimentos.
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Whidy Melo



