em manobra da base do governo, Câmara rejeita destaque do PL

Ícone de sino para notificações
1 de 1 presidente-da-camara-dos-deputados-hugo-motta-ao-lado-de-parlamentares-da-base-governista-durante-discussao-sobre-a-proposta-que-preve-o-fim-da-escala-6×1-metropoles-6 - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

A ala governista da Câmara dos Deputados fez uma manobra regimental, nesta quarta-feira (27/5), durante a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1.

O PL havia apresentado um destaque de preferência que instaurava a escala 4×3 — quatro dias de trabalho para três dias de folga. Nisso, o PT, chefiado pelo líder do Governo na Câmara, deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), apresentou uma emenda aglutinativa, uma espécie de substitutivo ao texto original.  Nesse caso, passa a valer a emenda.

Integrantes do PL admitiram, nos bastidores, que a ideia do destaque era constranger o governo, visto que pegaria mal se a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fosse contra uma medida tão popular.

Na prática, nada mudou. Pelo texto, no entanto, o período de transição de 60 dias a partir da promulgação para a ser de 2 meses. E em vez de 12 meses, passa a ser de um ano.

PEC 6×1: em manobra da base do governo, Câmara rejeita destaque do PL - destaque galeria

PEC 6×1: em manobra da base do governo, Câmara rejeita destaque do PL - imagem 1
1 de 5KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
PEC 6×1: em manobra da base do governo, Câmara rejeita destaque do PL - imagem 2
2 de 5KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
PEC 6×1: em manobra da base do governo, Câmara rejeita destaque do PL - imagem 3
3 de 5KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
PEC 6×1: em manobra da base do governo, Câmara rejeita destaque do PL - imagem 4
4 de 5KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
PEC 6×1: em manobra da base do governo, Câmara rejeita destaque do PL - imagem 5
5 de 5KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

 

O texto basicamente copiava o que diz o relatório do deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA), aprovado na comissão especial mais cedo, por 34 votos a favor contra quatro contra. Os votos contrários foram todos da oposição. Também foi assinado pelo deputado federal Isnaldo Bulhões (MDB-AL).

Os deputados aprovaram a emenda por votação simbólica, isto é, quando não há registro nominal dos votos. Isso significa que o teor da votação é voltado para o texto de Pimenta.

A proposta reduz o atual teto constitucional de jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e institui dois dias de folga, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Ao todo, serão 1 ano e dois meses de transição: duas horas serão adotadas 2 meses após a promulgação e as outras duas um ano depois.

Compartilhe

WhatsApp
Facebook
X
Print

Siga nossas Redes Sociais