O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou, nessa quarta-feira (1º/7), a decisão dos Estados Unidos de impor sanções a brasileiros e empresas por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Durigan afirmou que o combate ao crime organizado no Brasil deve ser conduzido pelas autoridades brasileiras e defendeu que a cooperação internacional se restrinja ao compartilhamento de informações.
“Quem tem que cuidar de segurança pública no Brasil são os brasileiros. É a polícia brasileira, são os investigadores brasileiros, é o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), a Receita Federal… São as nossas instituições que têm que vir. E defendo, com rigor, fazer o combate ao crime organizado”, afirmou ele em entrevista à TV Record.
Durigan também questionou os efeitos das sanções unilaterais adotadas pelos Estados Unidos e alertou para o risco de empresas que atuam legalmente serem afetadas pelas medidas.
“E se eles, a pretexto de quererem combater o Comando Vermelho e o PCC, atingirem uma empresa legal? Esse é o problema. O cidadão não sabe como recorrer”, disse.

Dario Durigan
Washington Costa/MF

Governo Trump diz que PCC e CV atuam em 12 estados dos EUA
Arte Metrópoles/Otávio Augusto

Classificação do PCC-CV como terroristas sai no Diário Oficial dos EUA
Reprodução/Federal Register
Sanções dos EUA
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Com a decisão, todos os bens e interesses dos sancionados sob jurisdição dos Estados Unidos ficam bloqueados. Além disso, cidadãos, empresas e instituições financeiras norte-americanas ficam proibidos de realizar transações com os alvos.
A medida já havia sido antecipada ao Metrópoles. Fontes do Departamento de Estado dos Estados Unidos informaram, com exclusividade, que a classificação das facções brasileiras como organizações terroristas permitiria a aplicação de sanções contra pessoas e empresas que mantivessem relações com as facções.
Com a decisão em vigor, qualquer pessoa ou empresa, nos Estados Unidos ou no exterior, que realizar transações financeiras ou prestar apoio material aos grupos poderá ser alvo de sanções, responder criminalmente e, no caso de estrangeiros, até ser deportada do território norte-americano.




