A delegada Maria Corsato comentou no podcast Café com Pires sobre investigações envolvendo Deolane Bezerra e relembrou uma operação de busca e apreensão na mansão da influenciadora na Grande São Paulo, no âmbito da Operação Vérnix.
A delegada Maria Corsato deu novos detalhes sobre as investigações envolvendo Deolane Bezerra. Em participação no podcast “Café com Pires”, a chefe de polícia relembrou como foi conduzida uma operação de busca e apreensão na casa da influenciadora, e surpreendeu ao fazer uma revelação a respeito dos itens de luxo encontrados na mansão, localizada em um bairro nobre na Grande São Paulo.
Segundo Corsato, houve uma preocupação por parte das autoridades em proteger a filha de Deolane, Valentina. “Falei assim: ‘Você tem uma filha, né? Eu não quero que ela veja a movimentação de policiais na sua casa, quero preservar ao máximo. Onde ela está vai ser o último lugar que a gente vai entrar. Quando a gente for entrar, nós vamos ficar em outro cômodo, tira sua filha e leva pra outro lugar’”, relembrou.
Deolane Bezerra está presa preventivamente desde 21 de maio, após ser alvo da Operação Vérnix, investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. A ação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
A delegada também afirmou que, durante a operação, não foram encontrados valores em dinheiro, e que os itens de luxo apreendidos não eram originais: “Foi feito desse jeito. Não tinha nada, não tinha dinheiro. O que ela tinha de relógio e joia era tudo falso. Mesmo sendo falso, a gente trouxe. Tinha um computador pequenininho e o celular dela, que foram trazidos”.
A especialista acrescentou: “Não foi pego nada da família, ela assinou o que tinha que assinar. Eu coloquei tudo na mesa da sala dela, foi filmado. Depois cumprimos outro mandado e os carros foram trazidos”.
Corsato ainda mencionou a reação da defesa da influenciadora no momento em que os agentes chegaram à delegacia. “Fomos pra delegacia e chegando lá está a advogada dela, a tal Adélia Soares. Aí [falou]: ‘Mas não pode’. Falei: ‘Doutora, é a ordem judicial’. [E ela]: ‘É, mas vocês são de São Paulo e foram cumprir em Barueri. Cadê o cumpra-se?’. Falei: ‘Está aqui o e-mail’”, contou.

Advogada ainda questionou a validade do mandado judicial: “‘Saiu o mandado de São Paulo, mandei pro juiz de Barueri e ele deu o cumpra-se no e-mail. [E ela insistiu]: ‘Mas ele não escreveu o mandado’. Falei: ‘Doutora, o e-mail dele aqui [mostrando o celular]. [E ela] ‘Ele não escreveu, isso é ilegal’. [Eu disse]: ‘Então… [toma as providências]’. E ela sentou na minha frente e ficou 3 horas. Eu não tinha nada pra fazer, né? Eu tinha um milhão de coisas e ela ficou 3 horas falando na minha frente”.
Por fim, a delegada garantiu que manteve a postura profissional. “Pelo respeito pela advocacia, chegou uma hora que falei: ‘Doutora, eu preciso continuar as coisas aqui’. E ela foi embora, [e perguntou]: ‘E quando vai ser devolvido o carro?’. Falei: ‘Não sei’. [Respondeu]: ‘Vou entrar com o pedido’. Falei: ‘Pede lá pro juiz porque aqui é não, não sei quando vai ser. Eu tenho que olhar, não tenho data’”, concluiu.
Assista à integra:
Siga a Hugo Gloss no Google News e acompanhe nossos destaques
Anna Cecília Nunes




