Dados da Polícia Federal mostram presença discreta de marroquinos no Acre

Às vésperas da estreia da Seleção Brasileira contra o Marrocos na Copa do Mundo de 2026, neste sábado (13), às 17h, os dados do Sistema de Registro Nacional Migratório (Sismigra), da Polícia Federal, mostram que a presença de marroquinos no Acre é pequena, mas faz parte do fluxo migratório internacional registrado na fronteira acreana.

Segundo informações compiladas entre janeiro de 2003 e setembro de 2025, apenas dois cidadãos marroquinos solicitaram refúgio no Acre. Os pedidos foram formalizados por meio da fronteira de Epitaciolândia, município acreano que faz divisa com a Bolívia e se consolidou nas últimas décadas como uma das principais portas de entrada de migrantes no Brasil.

Dos dois pedidos apresentados por marroquinos, um foi deferido pelas autoridades brasileiras. Os dados também apontam que uma pessoa nascida no Marrocos se naturalizou brasileira no Acre em 2025.

Atualmente, quatro cidadãos marroquinos residem no estado, de acordo com os registros migratórios mais recentes da Polícia Federal. O número representa uma parcela bastante reduzida da população estrangeira residente no Acre, mas evidencia que até mesmo nacionalidades menos frequentes nas estatísticas migratórias possuem representantes vivendo na região.

No cenário nacional, o fluxo é significativamente maior. Entre 2003 e setembro de 2025, o Brasil recebeu 3.049 solicitações de refúgio de cidadãos marroquinos, das quais 1.631 foram aprovadas. Somente em 2025, 151 marroquinos obtiveram a naturalização brasileira, enquanto 1.899 viviam regularmente no país.

Whidy Melo

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