Vítima foi atingida na região do peito e morreu antes da chegada do socorro/ Foto: Reprodução
Uma menina de dez anos, identificada como Alice Souza Soares, morreu na tarde desta quinta-feira (2) após ser atingida por um tiro acidental na zona rural ribeirinha de Mâncio Lima, no interior do Acre. De acordo com informações preliminares da polícia, a vítima estava acompanhada por um primo de 12 anos no momento em que manuseavam uma arma de fabricação artesanal, conhecida regionalmente como garrucha, no interior de um paiol da propriedade.
O projétil atingiu o lado direito do tórax da criança. Devido à gravidade da perfuração e ao isolamento geográfico da localidade, Alice não resistiu aos ferimentos provocados pelo impacto e morreu antes de receber qualquer tipo de intervenção médica ou resgate especializado.
Moradores da região relataram que a mãe da menina havia se ausentado temporariamente do domicílio para realizar uma pescaria de subsistência. Por se tratar de uma comunidade tradicional formada majoritariamente por núcleos familiares com residências adjacentes, a vítima permaneceu sob os cuidados informais de parentes próximos durante o período da tarde, intervalo em que ocorreu o acesso ao armamento.
O barulho da detonação alertou os moradores do entorno, que encontraram a vítima já sem sinais vitais dentro da estrutura de armazenamento. O episódio provocou forte impacto emocional e comoção social entre os habitantes da colônia ribeirinha do município do Vale do Juruá.
A delegacia da Polícia Civil do Acre em Mâncio Lima instaurou um inquérito policial para investigar a sequência de fatos que resultou na morte da menor de idade. Os peritos criminais buscam esclarecer as condições de armazenamento do dispositivo de fogo e determinar como os dois menores de idade conseguiram localizar e ter acesso facilitado ao objeto cortante e letal.
Os investigadores da Polícia Civil deverão intimar os proprietários do imóvel e os responsáveis legais pelas crianças nos próximos dias. O objetivo das oitivas é apurar se houve negligência ou omissão na guarda da arma artesanal, condutas que podem configurar crimes previstos no Estatuto do Desarmamento e no Código Penal.
Fhagner Soares, ContilNet



