Clipe de Jão leva fãs ao MASP pela 1ª vez: “Queria saber o que tinha lá”

Jão no MASP no clipe de 'Catedral' Foto: YouTube/Reprodução


O

clipe de Catedral causou um impacto que foi além da inauguração da nova era musical de Jão. Pouco tempo depois de ser lançado, os fãs começaram a visitar o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) com o objetivo de conhecer de perto os cenários internos e externos que aparecem nele.

Para alguns, o vídeo da música que integra o álbum Memórias Póstumas foi o incentivo que faltava para conhecer o museu, que abriga a coleção considerada a mais importante de arte europeia no hemisfério sul. Para outros, foi o que despertou a curiosidade de ver o que existe por trás da famosa fachada da Avenida Paulista.

A CAPRICHO conversou com cinco jovens que, motivados por esse trabalho de Jão, visitaram o MASP pela primeira vez e revelam como o cantor os levou a descobrir novas histórias e viver experiências inesquecíveis em um dos espaços culturais mais importantes da América Latina.

O que contam fãs do Jão que foram ao MASP pela primeira vez depois do clipe de Catedral

“Queria saber o que tinha lá dentro, e eu nunca tinha sentido isso antes”

Estudante de arquitetura e urbanismo, Giovanna Silva, de 19 anos, natural de Lorena (SP), tinha o desejo de visitar o MASP justamente por reconhecer sua importância para a arquitetura moderna no Brasil. No entanto, toda vez que ia à Avenida Paulista, já se sentia satisfeita ao ver o museu de fora. “A estrutura me chamava atenção, e eu conseguia ver de fora, o que já matava a curiosidade que eu tinha sobre a arquitetura. Mas, quando o Jão postou o clipe de Catedral, as cenas foram causando uma ansiedade de querer saber o que tinha lá dentro, o que eu nunca tinha sentido antes.”

Continua após a publicidade

“Quando eu fui, matei a curiosidade de ver aqueles quadros que têm histórias tão legais e que foram comprados por preços tão baixos e hoje valem milhões. Eu acho que as pessoas deveriam buscar mais sobre a história do MASP em si, que foi criado por alguém que acreditava na arte e sabia que ela poderia ter valor”, completa Giovanna. Ela se refere à formação inicial do acervo do museu, comandada por Assis Chateaubriand e Pietro Maria Bardi, que teve obras compradas a preços acessíveis em um contexto pós-guerra.

“O Jão dá visibilidade para coisas que ele nem imagina. Porque eu sempre tive essa ligação com o MASP, mas nunca me convenceram o suficiente de entrar, e graças a ele eu fui e fiquei apaixonada pelo o que eu vi, pelas exposições e histórias.”

“Arte traz arte”

Lola Colaneri, de 22 anos, e uma das administradoras do fã-clube Team Jão, conta que é admiradora de museus e exposições de arte. mas, por ser de Peruíbe, no interior de São Paulo, ainda não tinha encontrado uma oportunidade de conhecer o MASP.

Continua após a publicidade

“Quando o Jão lançou Catedral, fiquei completamente apaixonada e se tornou meu clipe favorito da carreira dele devido à narrativa, à coreografia e à estética impecável. Aí, essa vontade de ir ao museu floresceu mais ainda. Então, eu e meus amigos que também são fãs do Jão decidimos ir. Visitamos todos os andares, vimos de perto as obras que aparecem no clipe e, claro, tiramos muitas fotos pelos lugares que o Jão também passou. Foi uma experiência maravilhosa e fez a gente se sentir mais perto dele”, afirma.

“Vi uma movimentação gigantesca no fandom de muitas pessoas indo até o MASP depois que o clipe saiu. Acredito que arte traz arte. A arte do Jão nos inspira todos os dias e com certeza ele é uma grande influência para os jovens.”

Lola Colaneri e amigos fãs do Jão no MASP pela primeira vezFotos: Arquivo Pessoal/CAPRICHO
Continua após a publicidade

“Fui pela primeira vez a um lugar que sempre quis”

Maria Luiza Menezes, de 23 anos, que se mudou do Piauí para São Paulo há dois anos e meio, teve o empurrão que faltava para ir ao MASP. “Sou fã do Jão há 10 anos, desde os covers, e sou totalmente apaixonada por museus e tudo o que envolva a arte. Com isso, acabei unindo o ‘útil ao agradável’ e fui pela primeira vez a um lugar que eu sempre quis e que, agora, meu cantor favorito tinha estado e deixado uma parte dele lá também.”

“A música Catedral tem um peso importante para mim e minha esposa, pois ela também passou pela perda e pelo luto. E eu, mesmo que não tenha vivido isso diretamente, compartilho isso desde que nos conhecemos, nos nossos dias mais comuns.”

“Nunca tinha tido vontade de ir até então”

A primeira vez no MASP aconteceu até para quem nasceu e cresceu na capital paulista, como é o caso de Maria Eduarda Bomfim, de 25 anos, que ouvia falar do museu toda hora, mas nunca teve a vontade de ir. “Mesmo já tendo ido diversas vezes à Av. Paulista, nada me chamava muito a atenção lá e entra na famosa questão do ‘quem tem normalmente não dá valor’. Mas, quando assisti ao clipe, achei incrível como ele era e, pela primeira vez, fiquei curiosa para ver de perto. Quando cheguei lá, ainda me surpreendi com o fato de o MASP não ser apenas a parte de cima, mas também ter andares subterrâneos.”

“Foi uma experiência incrível e poder compartilhar isso com alguém que também é fã do Jão tornou tudo mais legal ainda. Realmente vale a pena ir até lá para conhecer, observar as obras e ver o que foi palco para um trabalho dele.”

Continua após a publicidade

“Conheci vários lugares por causa do Jão”

Já para a paulistana Bettina Boteghim, de 18 anos, o desejo de conhecer o MASP sempre existiu, e o clipe de Catedral foi só o incentivo extra que ela e os amigos precisavam. “Uma das coisas mais legais foi poder me sentir dentro do clipe. A gente reconhecia as obras que apareceram no clipe, recriamos algumas fotos do Jão com elas e até um TikTok dele mostrando a música Aurora para a obra Cristo Abençoador. Foi muito divertido fazer essas referências pessoalmente e transformar a visita em uma experiência nossa também.”

“Eu sempre gostei muito desses rolês culturais, então eu já tinha vontade de conhecer o museu. Mas acho muito engraçado como, quando você é fã de alguém, qualquer coisa acaba virando uma referência àquela pessoa que você admira. No meu caso, isso acontece muito com o Jão. Tem vários lugares que eu conheci por causa dele, como a Sala São Paulo, onde ele já fez um show, e o Anhangabaú.”

Ela conta também que o fato de o cantor criar um universo próprio, com referências particulares, a faz admirá-lo ainda mais. “Chega a ser engraçado, porque sempre tem alguma coisa no meu dia a dia, até nas situações mais comuns, que acaba me lembrando dele. E esse foi o maior motivo de eu decidir ir ao MASP. Eu já queria conhecer o lugar, mas saber que ele fazia parte de algo que eu gosto tanto tornou a experiência muito mais especial.”

Continua após a publicidade

Bettina pretende voltar ao museu com amigos que vêm de outras cidades para o show do Jão no dia 25 de setembro, no Nubank Parque. Dessa vez, porém, a visita terá um significado diferente, afinal, o lugar agora também faz parte das memórias que ela construiu como fã.

+Quer receber as principais notícias da CAPRICHO direto no celular? Faça parte do nosso canal no Whatsapp, clique aqui

 

Publicidade

Compartilhe

WhatsApp
Facebook
X
Threads
Telegram
Print
LinkedIn

Siga nossas Redes Sociais

Leia também