Celso Portiolli rebateu as acusações de maus-tratos a uma rã após um quadro do “Domingo Legal” virar caso judicial, em abril. Nos autos, a defesa do apresentador avaliou a participação do animal e foi contra um parecer técnico veterinário apresentado na Justiça.
Celso Portiolli negou as acusações de maus-tratos a uma rã após um quadro do “Domingo Legal” virar caso de Justiça, em abril. Segundo a coluna de Fábia Oliveira, do Metrópoles, o veterano da TV apresentou sua defesa na última terça-feira (9), afirmando que aumentaram a gravidade do caso.
Nos autos, a defesa de Celso argumentou que a participação da rã foi “curta e incompatível” com as alegações de sofrimento ou estresse, classificando-as como “exacerbadas”.
O apresentador destacou ter manifestado preocupação com o animal e refutou qualquer acusação de violência intencional. Portiolli também negou ter desenvolvido o quadro e disse que se limitou a apresentar o programa. Por esta razão, ele pediu para “ser excluído do banco de réus”.
Conforme a defesa, não há provas clínicas presenciais que atestem danos ou lesões ao anfíbio, ferindo a exigência de demonstração concreta e objetiva da situação de maus-tratos. Ela reforçou que, por força legal, não é suficiente presumir a crueldade.
Na contestação, Portiolli defendeu que estresses momentâneos não podem ser confundidos com maus-tratos, e que as reações comportamentais da rã não significam a ocorrência de dor ou trauma.
Por fim, o apresentador reagiu a um parecer técnico veterinário apresentado pelas entidades que atuam em defesa dos animais. Ele apontou que não foram feitos exames diretos na rã e que as conclusões se basearam na observação de fotos e vídeos e em construções hipotéticas.
Relembre o caso
O episódio ocorreu durante o quadro “Cardápio Surpresa”, exibido no programa do dia 22 de março. Na atração, uma chefe de cozinha oferece para os convidados famosos iguarias exóticas, que incluem bichos crus ou animais que causam asco no público.
Na edição em questão, Portiolli recebeu o influenciador Lucas Guimarães e a cantora Manu Bahtidão. O momento polêmico começou quando a rã escapou e o apresentador precisou correr pelo cenário para recuperá-la. “Estou com a mão na perereca!“, brincou ele, arrancando risadas da plateia.
Na sequência, a chef que preparou o prato disse que outras rãs foram trituradas no liquidificador para realizar uma espécie de sopa da qual os convidados tiveram que provar no palco. A cena viralizou nas redes sociais.
Assista:
🚨GRAVE: Hoje durante o programa ‘Domingo Legal’ uma rã (espécie semi-aquática) foi jogada, apertada, sacudida e até colocada dentro de um copo de suco. Praticamente usada como animal de circo, que ao meu ver, configura maus-tratos.
e se fosse um cachorro ou um gato? pic.twitter.com/uzsR8lo6Uh
— the amazing carlos (@tuitacarlos) March 22, 2026
O que diz a Justiça
Um mês depois, Portiolli e o SBT viraram alvos de uma Ação Civil Pública, proposta por entidades de proteção animal. Elas alegaram que a rã foi submetida a estresse intenso, manuseio inadequado e exposição sonora e luminosa demasiadas.
A Justiça de São Paulo, por sua vez, determinou que a emissora só pode utilizar animais em sua programação com autorização prévia de um veterinário e com protocolos básicos que impedem maus-tratos. Essas diretrizes são válidas enquanto o processo continuar em vigor. Além disso, uma limiar favorável às autoras previu uma multa de R$ 100 mil em casos de desobediência.
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Thamyris Couto




