O caso envolvendo o cantor D4vd, acusado de assassinar a adolescente Celeste Rivas, ganhou um novo desdobramento nesta quarta-feira (29). O Ministério Público do Condado de Los Angeles esclareceu que Celeste, de 14 anos, não estava grávida no momento em que foi morta, em abril de 2025. A informação foi confirmada à revista People.
A dúvida surgiu após uma alteração na certidão de óbito da adolescente levantar especulações sobre uma possível gravidez na época do crime. O esclarecimento acontece poucos dias depois de uma audiência preliminar em que os promotores apresentaram um histórico de cerca de 18 meses de mensagens trocadas entre Celeste e D4vd.
Segundo a acusação, as conversas abordavam frequentemente temas como atrasos menstruais, ovulação, uso da pílula do dia seguinte e uma possível gestação. Os promotores também afirmam que as mensagens indicam que Celeste engravidou do cantor e realizou um aborto em janeiro de 2024, quando tinha 13 anos e ele, 18.
De acordo com o Ministério Público, o relacionamento entre os dois se desgastou nos meses seguintes. Na véspera do crime, Celeste teria ameaçado expor o cantor e “destruir sua carreira” durante uma discussão. Os investigadores alegam que, na noite seguinte, D4vd solicitou um carro por aplicativo para levá-la até sua casa, em Hollywood Hills.
A acusação sustenta que a adolescente foi morta a facadas e, em seguida, teve o corpo desmembrado. Os restos mortais de Celeste foram encontrados meses depois dentro de duas bolsas armazenadas no porta-malas do carro do artista.
Na última segunda-feira (27), um juiz concluiu que há provas suficientes para que D4vd seja levado a julgamento. O cantor responde por homicídio, abuso sexual contínuo de menor de 14 anos e mutilação ilegal de restos humanos. Ele se declarou inocente de todas as acusações e aguarda o andamento do processo judicial.
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