Casa de idoso acumulador tem 35 gatos; prefeitura aguarda decisão judicial

A Prefeitura de Rio Branco se manifestou nesta segunda-feira (13), sobre o caso do idoso que acumula grande quantidade de caixas de papelão e outros materiais recicláveis em uma residência no bairro Tropical. Por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, o município afirmou que já acompanha a situação há alguns meses, antes mesmo da repercussão do caso nas redes sociais.

O secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Ivan Ferreira, explicou que diversas secretarias estão envolvidas no acompanhamento, incluindo Assistência Social, Saúde, Zeladoria e Meio Ambiente. Ele destacou que o caso é complexo por envolver um idoso que, atualmente, se encontra internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto Socorro de Rio Branco.

Por se tratar de residência privada, a Prefeitura não pode adentrar o imóvel sem autorização legal. O caso foi encaminhado ao Ministério Público, por meio da Promotoria da Pessoa Idosa, e aguarda decisão do Tribunal de Justiça para que medidas concretas sejam adotadas. “A gente não pode chegar aqui e adentrar sem autorização. O caso está sendo acompanhado pelo Ministério Público, e estamos aguardando uma decisão do Tribunal de Justiça, para que possamos tomar as medidas necessárias e realizar o trabalho adequado”, explicou Ivan Ferreira.

A gestão municipal informou ainda que tentativas de localizar familiares do idoso foram realizadas sem sucesso, com identificação apenas de uma amiga do morador. Entre os riscos à saúde pública avaliados estão a proliferação de doenças como dengue, a presença de animais peçonhentos e de cerca de 35 gatos na residência, situação que pode demandar a atuação de equipes de proteção animal.

“A Prefeitura de Rio Branco está empenhada em encontrar uma solução para essa situação, assim como para outros casos semelhantes na cidade. Esse é o papel da Secretaria Municipal de Assistência Social, que atua na garantia de direitos e na promoção da política de assistência social”, concluiu o secretário.​​​​​​​​​​​​​​​​

Rebeca Martins

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