Brasil tem 37,1 milhões que trabalham mais de 41 horas semanais

Rafalea Felicciano/Metrópoles

O Brasil tem 37,11 milhões de trabalhadores celetistas, considerando os setores privado e público, que trabalham acima de 41 horas por semana.

A jornada permitida por lei é até 44 horas. Esse contingente é o que pode ser afetado pela redução de horas máximas trabalhadas com o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala 6×1.

Os 37,11 milhões que trabalham mais de 41 horas semanais constam nas informações da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de fevereiro deste ano, cujos dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta quarta-feira (24/6).

Em fevereiro, considerando os setores público e privado, havia 37,11 milhões (73,7% do total) com jornada semanal acima de 41 h. Outros 9,24 milhões tinham trabalhavam de 31 a 40 horas na semana.

Para 2,16 milhões, o tempo em trabalho por semana variava de 21 a 30 horas. Para 1,81 milhão, a jornada semanal era de até 20 h semanais.

A PEC do fim da escala 6×2 foi aprovada na Câmara dos Deputados e aguarda ser pautada no Senado Federal.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse acreditar que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vai se reunir em breve com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) para tratar do avanço do texto.

Outros dados da Rais

O Brasil tinha  62,2 milhões de vínculos formais ativos em fevereiro deste ano, segundo dados Rais, que contém resultados dos setores público e privado ao longo do ano.

Na comparação com os dados de dezembro de 2025, houve aumento de 1,38 milhões de empregos, dos quais, 1,001 milhão ocorreu entre agentes públicos.

O incremento de 1,001 milhão de postos de trabalho no setor público representa aumento de 7,81% no período analisado, o que fez o estoque total chegar a 13,82 milhões em fevereiro deste ano.

Do total de novos postos de trabalho, a maior parte (886,9 mil) são contratações a prazo determinado. Com isto, os empregos voltam ao patamar semelhante ao verificado outubro e novembro passado.

“Muitos estados, pode ser que tenha municípios também, acabam no fim do ano demitindo, especialmente na educação e recontratando, provalvalmente, no fim de fevereriro (para a volta às aulas)”, explicou o titular do MTE, Luiz Marinho.

Entre os celetistas, excluindo-se trabalho temporário e empregos domésticos, houve ampliação de 0,81% no estoque de postos de trabalho. O volume total passou de 47,59 milhões em ao fim de 2025 para 47,97 milhões em fevereiro passado.

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