Ana Maria Braga refletiu sobre momentos marcantes de sua trajetória. A apresentadora revelou qual considera ter sido o maior erro da vida, falou sobre o tratamento contra o câncer e respondeu às críticas que recebe sobre aposentadoria.
Ana Maria Braga abriu o coração sobre momentos marcantes de sua vida pessoal e profissional em entrevista ao Fantástico, exibida neste domingo (28). Durante a conversa, a apresentadora revelou qual considera ter sido o maior erro de sua vida, refletiu sobre a luta contra o câncer e respondeu, de maneira certeira, às críticas de quem acredita que ela deveria se aposentar.
A comandante do “Mais Você” não escondeu seu arrependimento ao falar sobre o tabagismo. “Foi um dos piores erros da minha vida. O cigarro acaba com o seu organismo, com a sua saúde. Parei faz quase quatro anos. Eu decidi viver. Não podia continuar sendo burra. Queria ver meus netos crescerem, continuar com o meu casamento, que me traz muita felicidade”, confessou.
Ana Maria aproveitou e relembrou os desafios enfrentados durante o tratamento contra o câncer e contou como encarou os diagnósticos ao longo da vida. “Quando a gente recebe um diagnóstico desse pela primeira vez é muito impactante. É como se fosse um soco na boca do estômago”, afirmou.
A apresentadora explicou que passou a enxergar o tratamento como uma batalha. “Meu médico disse: ‘você está entrando numa guerra. Seus soldados são suas células. Estou te dando armas para que elas expulsem esses inimigos’. Aprendi a conversar com meu corpo. Obviamente, contando com a ajuda de Nossa Senhora de Fátima, com a minha crença”, disse.
Ela ainda reforçou a importância de tratar o assunto com naturalidade. “Eu nunca menti na televisão, fui trabalhar careca. Nunca tive medo da palavra câncer. A gente tem que falar o nome desse inimigo”, declarou.
Durante a entrevista, Ana também comentou as críticas relacionadas à idade e deixou claro que não pretende deixar a televisão por pressão externa. “Sou casada com um homem 30 anos mais novo do que eu. Nunca me olhei no espelho e pensei: não estou bonita. Me acho linda, gostosa, uma pessoa legal. As críticas que eu já ouvi ao longo da minha vida toda, né. Antes eu era chamada de ‘Ana Maria Brega’, naquela época eu me deixava emprenhar, né, com um pouco de de ressentimento e mágoa.”, afirmou.
“Ao longo da vida, eu percebi que a opinião do outro para mim não muda absolutamente nada na minha vida. Porque eu vou continuar tendo a idade que tenho, né? Eu vou continuar fazendo o que faço, vou continuar casando com quem eu sou casada, vou continuar sendo feliz. Às vezes eu leio: ‘por que essa velha está aí, não aposentou ainda’. Eu vou parar quando eu quiser”, disparou.
Assista:
“a opinião do outro pra mim não vale NADA”
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Com bom humor, a apresentadora relembrou uma de suas gafes mais famosas na TV Globo, envolvendo uma lagarta durante uma receita ao vivo. “Foram muitas, é só abrir a internet e procurar: ‘gafes da Ana Maria’. A primeira foi logo no começo da Globo. Convidei um chef para fazer um negócio bem simples, mas a folha começou a mexer. Era uma lagarta de vegetais que estava lá”, contou. “Aquilo lá nunca foi mais esquecido. A câmera deu um zoom e desde então essa lagarta me persegue”, brincou.
A veterana também recordou a criação do Louro José ao lado de Tom Veiga, que morreu em 2020. Segundo ela, a ideia surgiu da necessidade de conquistar o público infantil que assistia à programação antes do “Note & Anote”, da Record. “Precisava ser um bicho que fala, e o papagaio fala, né? Eu fiz um rabiscão. Era uma coisa meio torta, o olho esgrouvinhado. Precisava de alguém para fazer a voz, então tinha um assistente que chamei para fazer. Ele morria de vergonha, mas se aventurou a fazer. Foi o meu papagaio por 25 anos. Morro de saudade”, concluiu.
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Cora Andrade



