Chico Melo, de 54 anos, teve a casa invadida por quatro homens armados durante a madrugada de quarta | Foto: Reprodução
Os 24 deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) divulgaram uma nota de repúdio e solidariedade ao jornalista e radialista Chico Melo, vítima de um assalto violento na madrugada desta quarta-feira (22), em Cruzeiro do Sul. No documento, os parlamentares classificam o episódio como um atentado à democracia e cobram uma investigação rigorosa, pública e transparente para identificar e responsabilizar os autores do crime.
Na nota, a Aleac afirma que Chico Melo foi submetido a agressões físicas, teve seus pertences violados e sofreu tortura psicológica durante a ação criminosa.
“Um atentado contra um jornalista não se configura apenas uma agressão a um profissional, mas a toda a democracia que essa Casa Legislativa defende com veemência e firmeza ao longo dos seus mais de sessenta anos”, diz um trecho do documento.
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Os deputados também solicitaram que a investigação seja conduzida pela Polícia Civil com acompanhamento do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), para garantir transparência na apuração e a responsabilização dos envolvidos.
“Solicitamos uma investigação rigorosa, pública e transparente, por parte da Polícia Civil, com o acompanhamento do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), apresentando os culpados por essa barbárie”, acrescenta a nota.
O Legislativo estadual ainda reafirmou que não tolera qualquer manifestação de violência contra profissionais da imprensa, agentes políticos ou integrantes da sociedade civil em razão de suas atividades ou posicionamentos.
“Tortura nunca mais!”, finaliza o documento.
Veja a nota na íntegra:
NOTA DE REPÚDIO E SOLIDARIEDADE
A Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), composta por seus 24 membros, vem à público repudiar as agressões praticadas contra o jornalista Chico Melo, da Rádio Integração de Cruzciro do Sul.
Chico Melo foi vítima de um atentado na madrugada desta quarta-feira (22/7), em sua residência no bairro do Telégrafo.
Durante o suposto assalto, ele foi violentamente espancado, teve seus pertences violados e foi submetido à tortura psicológica pelos criminosos.
Um atentado contra um jornalista não se configura apenas uma agressão a um profissional, mas a toda a democracia que essa Casa Legislativa defende com veemência e firmeza ao longo dos seus mais de sessenta anos.
Diante disso, solicitamos uma investigação rigorosa, pública e transparente, por parte da Polícia Civil, com o acompanhamento do Ministério Público do Estado do Acre
(MPAC), apresentado os culpados por essa barbárie.
Reafirmamos ainda que não toleraremos manifestação de violência contra qualquer profissional da imprensa, políticos ou membro da sociedade civil por sua preferência partidária ou política, ou, no caso da imprensa, por simplesmente relatar a verdade dos fatos.
Tortura nunca mais!
Assembleia Legislativa do Estado do Acre – Aleac
Sala das Sessões Deputado Francisco Cartaxo
Rio Branco Acre, 22 de julho de 2026
O caso
Chico Melo, de 54 anos, teve a casa invadida por quatro homens armados durante a madrugada de quarta-feira, no bairro do Telégrafo, em Cruzeiro do Sul. Segundo a Polícia Militar, os criminosos quebraram uma janela para entrar no imóvel e seguiram diretamente para o quarto onde o jornalista dormia.
Durante a ação, os suspeitos exigiram dinheiro, reviraram a residência e agrediram a vítima com socos e uma coronhada na cabeça, provocando um corte. Sob ameaças, Chico Melo entregou cerca de R$ 3 mil em dinheiro, além de outros objetos levados pelo grupo.
Antes de fugir, os criminosos ainda revistaram um veículo estacionado na residência. Durante a perícia, a polícia encontrou um celular Samsung e uma faca com cabo branco, objetos que podem ter sido deixados pelos assaltantes e que serão periciados para auxiliar na identificação dos envolvidos.
Após o ataque, o jornalista foi encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cruzeiro do Sul, recebeu atendimento médico e foi liberado. A Polícia Militar realizou buscas na região, mas nenhum suspeito foi preso. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
Matheus Mello, ContilNet




