Acre tem 281 pessoas resgatadas do trabalho análogo a escravidão

O Acre teve 281 trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão desde a criação do grupo móvel de fiscalização do Ministério do Trabalho no estado. Os dados foram levantados pelo Ministério Público Federal (MPF) em procedimento administrativo e apontam ainda a fiscalização de ao menos 50 estabelecimentos com irregularidades graves, em divulgação feita nesta segunda-feira (18).

O levantamento revelou que empregadores acreanos constam na “lista suja” do trabalho escravo, cadastro federal que reúne pessoas físicas e jurídicas flagradas na exploração de trabalhadores em condições degradantes. O estado registrou operações recentes contra trabalho análogo à escravidão, o que evidencia a persistência do problema na região.

Os dados integram o procedimento que motivou o MPF a recomendar ao governo do Acre ações de fortalecimento das políticas públicas de prevenção e repressão ao trabalho escravo e ao tráfico de pessoas. O levantamento identificou ainda indícios recorrentes de trabalho degradante em áreas de desmatamento ilegal, o que aponta para um padrão de violações em regiões de difícil acesso e baixa fiscalização.

Em resposta às recomendações, o governo estadual reestruturou o comitê responsável pelo tema e ampliou sua composição com a inclusão de órgãos ambientais, secretarias estaduais, representantes da sociedade civil e instituições federais. O MPF informou que continuará a monitorar os resultados das ações adotadas no estado.​​​​​​​​​​​​​​​​

Rebeca Martins

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