Acre registra aumento nos casos de Síndrome Respiratória Grave

Foto: Tony Winston/Agência Brasília

O Acre está entre os 14 estados que registram aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com tendência de crescimento nas últimas seis semanas. A informação consta no Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz nesta quinta-feira (18) com dados da Semana Epidemiológica 23, referente ao período de 7 a 13 de junho. Rio Branco também aparece entre as 11 capitais brasileiras com sinal de alta nos casos graves.

O levantamento aponta volta do crescimento de SRAG entre jovens, adultos e idosos em todo o país, quadro associado ao aumento das hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) em crianças pequenas e por influenza A e B nas demais faixas etárias. Em contrapartida, observa-se desaceleração no crescimento de casos entre crianças até 4 anos e queda entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos.

Segundo o documento, 14 das 27 unidades federativas apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo. Além do Acre, integram esse grupo Alagoas, Amapá, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e São Paulo.

Outras nove unidades registram incidência elevada, mas sem sinal de alta na tendência de longo prazo, como Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe.

A pesquisadora do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, Tatiana Portella, afirma que a vacina contra a influenza protege contra os vírus A e B e recomenda que grupos de maior risco completem o esquema vacinal. “É fundamental que as pessoas dos grupos de maior risco, como crianças, idosos e pessoas com comorbidades, estejam vacinadas”, afirma. A pesquisadora destaca ainda a importância da vacinação de gestantes a partir da 28ª semana contra o VSR, para proteção dos recém-nascidos.

O boletim mostra que, entre os casos positivos das últimas quatro semanas, o vírus sincicial respiratório respondeu por 51,4% das ocorrências, seguido por rinovírus (23,9%), influenza A (19,1%), influenza B (7,1%) e Sars-CoV-2 (2,2%). Entre os óbitos do mesmo período, a influenza A liderou com 43,7% dos casos positivos.

No acumulado do ano epidemiológico de 2026, o país já registrou 89.725 casos de SRAG, com 3.842 óbitos pela síndrome. A mortalidade segue concentrada entre idosos a partir de 65 anos, com a influenza A como principal causa, enquanto a incidência da doença é maior entre crianças menores de 2 anos, associada ao VSR.

Rebeca Martins

Compartilhe

WhatsApp
Facebook
X
Print

Siga nossas Redes Sociais