A Polícia Rodoviária Federal (PRF) participou, nesta terça-feira (19), em Manaus (AM), do lançamento do programa “Território Seguro, Amazônia Soberana: Proteção da Amazônia e da Faixa de Fronteira”, durante o evento Brasil contra o Crime Organizado: Amazônia. O Acre foi um dos estados abrangidos pelas ações do programa, que tem como foco o combate ao crime organizado em regiões de fronteira e territórios indígenas.
O estado integrou uma grande operação de enfrentamento ao crime nas fronteiras brasileiras, realizada pela PRF entre os dias 10 e 15 de maio. A ação cobriu 11 estados, sendo eles Acre, Amapá, Amazonas, Roraima, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
No evento, foram assinados protocolos de cooperação, entre eles um que concede investimentos da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) para o fortalecimento das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) em territórios indígenas. Os recursos têm destino específico: o aprimoramento das atividades das FICCOs em áreas vulneráveis, especialmente regiões de fronteira impactadas por organizações criminosas.
O diretor-geral substituto da PRF, Alberto Raposo Neto, destacou a relevância da atuação conjunta das forças de segurança na região. “A integração é um modelo que a gente acredita que dá certo na proteção da sociedade. A PRF, em trabalho conjunto, com Inteligência, tem trazido bastante resultado na apreensão de ouro e de mercúrio, produtos que trazem um prejuízo muito grande para a comunidade local e para o país como um todo”, afirmou.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima, defendeu a asfixia financeira como estratégia central do governo federal no combate ao crime organizado. Para ele, o objetivo também é “silenciar o comando das facções dentro das prisões, fechar a torneira das armas que abastece o poder armado das organizações criminosas e responsabilizar duramente quem comete cada homicídio no contexto dessas organizações”.
Durante os cinco dias de operação, a PRF registrou apreensões expressivas em diferentes estados. Em Manaus, quatro quilos de ouro avaliados em aproximadamente R$ 3 milhões foram encontrados escondidos sob as palmilhas dos calçados de um passageiro, que foi detido. Em Naviraí (MS), na BR-163, mais de oito toneladas de maconha foram localizadas dentro de uma carga de soja em um caminhão bitrem, a terceira maior apreensão de entorpecentes da PRF em 2026. Em Pelotas (RS), houve apreensão de U$ 260 mil.
O evento contou com a presença do ministro dos Povos Indígenas, Luiz Henrique Eloy Amado, do secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ademar Borges, do secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, da secretária Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, além de representantes de governos estaduais e organismos parceiros.
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Rebeca Martins




