O Acre não aparece entre os estados brasileiros com incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, segundo a nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada pela Fiocruz nesta quinta-feira (27). A análise considera a Semana Epidemiológica 33, correspondente ao período de 16 a 22 de agosto.
De acordo com o levantamento, apenas Alagoas, Mato Grosso e Roraima apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco acompanhada de sinal de crescimento na tendência de longo prazo. Outros oito estados também registram níveis elevados, mas sem tendência de crescimento: Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Sergipe.
O Acre, portanto, não está entre as unidades da Federação apontadas pelo boletim como áreas de maior preocupação no momento. O cenário estadual também ocorre em um contexto nacional de baixa incidência de SRAG provocada pela Covid-19, enquanto os casos graves relacionados à influenza e a outros vírus respiratórios apresentam comportamentos distintos conforme a faixa etária e a região.
No cenário nacional, a Fiocruz identificou um leve sinal de aumento de casos de SRAG entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, associado principalmente ao rinovírus. Entre as crianças menores de 2 anos, a redução das hospitalizações está relacionada principalmente à queda dos casos provocados pelo vírus sincicial respiratório (VSR).
O boletim aponta ainda que a sazonalidade da influenza A já terminou no país. Já os casos graves de influenza B apresentam leve aumento em estados como Bahia e Mato Grosso. O VSR continua em queda, embora permaneça em níveis elevados em algumas localidades.
Em todo o Brasil, foram notificados 141.009 casos de SRAG no ano epidemiológico de 2026. Desse total, 76.126 casos, ou 54%, tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório; 49.389, equivalentes a 35%, tiveram resultado negativo; e pelo menos 7.392, ou 5,2%, ainda aguardavam resultado.
Entre os casos positivos registrados em 2026, o VSR responde por 42%, seguido pelo rinovírus, com 30,4%; influenza A, com 17,9%; influenza B, com 5,4%; e SARS-CoV-2, responsável por 3,9%.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, porém, o perfil mudou: o rinovírus passou a representar 38,3% dos casos positivos, praticamente empatado com o VSR, que correspondeu a 38,7%. A influenza B respondeu por 8,2%, a influenza A por 4,4% e o SARS-CoV-2 por 1,6%.
No recorte das capitais, quatro cidades apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco com sinal de crescimento: Aracaju (SE), Belém (PA), Boa Vista (RR) e João Pessoa (PB). Rio Branco não aparece entre as capitais classificadas nessa situação.
Lucas Vitor




