

A
adaptação de A Hipótese do Amor chegou na Prime Video na última semana com mudanças que agradaram e desagradaram o público que havia lido o best-seller de Ali Hazelwood. Entre as positivas, está uma bem interessante que diz respeito à orientação sexual de Olive, interpretada por Lili Reinhart.
A protagonista não consegue sentir atração por quem não conhece. Sexo casual ou lance de uma noite só nunca fizeram sentido para ela. No livro, a personagem conta que passou anos se perguntando se era assexual, mas a questão não é muito desenvolvida e fica mais implícita. Já no filme, a orientação sexual de Olive ganha nome e uma explicação mais direta.
Em uma das cenas, Malcolm (nome do ator) diz, em tom de brincadeira, que sabe como a vida é difícil para pessoas que, assim como ela, são demissexuais. Olive desconhece o termo, e o amigo então explica: “Quando tem que ter um vínculo emocional com alguém antes…Tem que amar para transar”. “Não é o que todos procuram?”, questiona a protagonista, surpresa.
A demissexualidade caracteriza um espectro da assexualidade. Te explicamos melhor: pessoas assexuais não gostam, não querem e/ou não sentem nenhuma necessidade de fazer sexo. Mas, dentro dessa definição, existem nuances. No caso dos demissexuais, esse desejo pelo sexo não está sempre presente, mas aparece quando há conexão emocional, confiança e intimidade com alguém.
Dentro do guarda-chuva da demissexualidade, há também aqueles que sentem mais ou menos desejo sexual, que sentem ou não vontade de praticar a masturbação, e por aí vai. Tudo é muito particular e faz parte da individualidade do ser.
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