Jovens que moram sozinhos podem ter maior risco de morte, diz pesquisa

 (Anthony Tan/Unsplash)


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orar sozinho pode significar mais independência e também mais decisões no dia a dia, como o que comer ou quando marcar uma consulta. Porém, um novo estudo alerta que viver só pode trazer mais risco de morte entre jovens adultos do que entre idosos.

A pesquisa foi publicada no International Journal of Epidemiology e analisou dados de saúde de mais de 598 mil adultos nos Estados Unidos, além de registros de óbitos entre 1998 e 2018. Os resultados mostraram um risco 22% maior de morte entre adultos de 18 a 64 anos, em comparação com pessoas da mesma faixa etária que moram acompanhadas. 

Entre as causas, há um risco 58% maior de morte por suicídio e 41% maior por doenças cardíacas, em comparação com quem vivia acompanhado.

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A equipe também encontrou relação com diabetes (34%), câncer de cólon (27%), lesões (27%), acidente vascular cerebral e outras doenças cerebrovasculares (23%) e acidentes (17%).

Importante: os pesquisadores ressaltam que o estudo não mostra que viver só cause diretamente essas mortes. A associação apareceu principalmente entre pessoas que já tinham problemas de saúde e estavam mais expostas a fatores de risco.

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De acordo com os pesquisadores, alguns hábitos de saúde podem ajudar a entender esses resultados. Pessoas que moram sozinhas, especialmente homens brancos não hispânicos de meia-idade, apresentaram maior probabilidade de fumar e consumir álcool em excesso, por exemplo.

Além disso, a equipe de pesquisa também relacionou morar sozinho ao consumo de mais alimentos salgados, à ingestão de menos alimentos saudáveis e a menos consultas médicas ou exames preventivos.

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Para os especialistas, ações que ajudem a controlar doenças crônicas, prevenir lesões e facilitar o acesso a cuidados preventivos e de saúde mental podem contribuir para reduzir os riscos associados a esses fatores.

“São necessários esforços em políticas públicas e práticas clínicas para identificar os fatores de risco modificáveis que contribuem para esse maior risco de morte entre pessoas que vivem sozinhas, incluindo o controle de doenças crônicas, a prevenção de lesões, o acesso facilitado a cuidados preventivos e a triagem para transtornos mentais”, alertou Hyunjung Lee, pesquisadora principal do estudo e cientista-chefe de pesquisa sobre disparidades no câncer na Sociedade Americana do Câncer.

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Com informações da Capricho

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